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		<title>Congregação Cristã e Declaração de Fé</title>
		<link>http://ekklesiachristiana.wordpress.com/2011/09/29/congregacao-crista-e-declaracao-de-fe/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Seguem-se os artigos constituintes da oficial (e universal) &#8220;Declaração de Fé&#8221; regularmente professada pela CONGREGAÇÃO CRISTÃ, em conformidade com os dispositivos doutrinários expedidos em Assembléia Geral (Niágara Falls, NY, E.U.A / 30 de abril a 01 de maio de 1927). Ressaltando-se, ainda, que a presente versão encontra-se já adequada aos adendos ou &#8220;emendas&#8221; ulteriormente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=291&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Seguem-se os artigos constituintes da oficial (e universal) &#8220;Declaração de Fé&#8221; regularmente professada pela CONGREGAÇÃO CRISTÃ, em conformidade com os dispositivos doutrinários expedidos em Assembléia Geral (Niágara Falls, NY, E.U.A / 30 de abril a 01 de maio de 1927). Ressaltando-se, ainda, que a presente versão encontra-se já adequada aos adendos ou &#8220;emendas&#8221; ulteriormente outorgados (1, 2).</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>&#8220;PONTOS DE DOUTRINA E DA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA AOS SANTOS&#8221;</strong></span></div>
<div style="text-align:center;"> </div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">(Estatuto, cap. II, art. XXII, Fé e Doutrina)</span></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">I &#8211; Nós cremos na inteira Bíblia Sagrada e aceitamo-la como contendo a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da nossa fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou d’Ela diminuir. É, também, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (II Pedro 1:21; II Tim. 3:16-17; Rom. 1:16).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">II &#8211; Nós cremos que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder, Criador de todas as coisas, em cuja unidade há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Ef. 4:6; Mat. 28:19; I João 5:7).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">III &#8211; Nós cremos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é a Palavra feita carne, havendo assumido uma natureza humana no ventre de Maria virgem, possuindo Ele, por conseguinte, duas naturezas, a divina e a humana; por isso é chamado verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e é o único Salvador, pois sofreu a morte pela culpa de todos os homens. (Luc. 1:27-35; João 1:14; I Pedro 3:18).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">IV &#8211; Nós cremos na existência pessoal do diabo e de seus anjos, maus espíritos, que, junto a ele, serão punidos no fogo eterno. (Mat. 25:41).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">V &#8211; Nós cremos que o novo nascimento e a regeneração só se recebem pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção. (Rom. 3:24-25; I Cor. 1:30; II Cor. 5:17).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VI &#8211; Nós cremos no batismo na água, com uma só imersão, em Nome de Jesus Cristo (Atos 2:38) e em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Mat. 28:18-19).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VII &#8211; Nós cremos no batismo do Espírito Santo, com evidência de novas línguas, conforme o Espírito Santo concede que se fale. (Atos 2:4; 10:45-47 e 19:6).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VIII &#8211; Nós cremos na Santa Ceia. Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”. Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. (Luc. 22:19-20; I Cor. 11:24-25).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">IX &#8211; Nós cremos na necessidade de nos abster das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembléia de Jerusalém. (Atos 15:28-29; 16:4 e 21:25).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">X &#8211; Nós cremos que Jesus Cristo tomou sobre si as nossas enfermidades. “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”. (Mat. 8:17; Tiago 5:14-15).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">XI &#8211; Nós cremos que o mesmo Senhor (antes do milênio) descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos sempre com o Senhor. (I Tess. 4:16-17; Apoc. 20:6).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">XII &#8211; Nós cremos que haverá a ressurreição corporal dos mortos, justos e injustos. Estes irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Atos 24:15; Mat. 25:46).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>1- Do artigo I &#8211; acerca das Escrituras e seu caráter continente. </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>2- Do artigo VI &#8211; acerca da fórmula dita &#8220;Concordata&#8221;.</em></span></p>
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		<title>Congregação Cristã e Batismo (Dos Sacramentos &#8211; I)</title>
		<link>http://ekklesiachristiana.wordpress.com/2009/11/06/dos-sacramentos-i-congregacao-crista-e-o-batismo/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 21:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução:   &#8220;Sacramento&#8221;: do latim: &#8220;sacro&#8221; (qualidade daquilo que se afirma ser sagrado) e &#8220;mementum&#8221; (recordação, marca ou sinal daquilo que evoca a memória de).  Embora não se proponha a validar ou se contrapor a aplicabilidade do vocábulo &#8220;sacramento&#8221;, a Congregação Cristã, o utiliza em circunstâncias ou contextos que assim o requeiram, tal qual se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=131&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;"><strong>Introdução:</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>&#8220;Sacramento&#8221;:</em></strong> do latim: <em><strong>&#8220;sacro&#8221;</strong></em> (qualidade daquilo que se afirma ser sagrado) e <em><strong>&#8220;mementum&#8221;</strong></em> (recordação, marca ou sinal daquilo que evoca a memória de).  Embora não se proponha a validar ou se contrapor a aplicabilidade do vocábulo <em>&#8220;sacramento&#8221;,</em> a Congregação Cristã, o utiliza em circunstâncias ou contextos que assim o requeiram, tal qual se pode observar já no ano de 1936 em texto oficial (<em>Convenção Geral -1936 / Item &#8220;Batismo&#8221;</em>). Em conformidade com o primitivo legado neotestamentário; em concomitância com as práticas <em>&#8220;Valdenses&#8221;</em> (que nada mais são que uma extensão daquele), além da Tradição Reformada &#8211; <em>em suas prerrogativas genuinamente apostólicas</em> &#8211; parece adequado a Congregação Cristã reconhecer como legítimos, <em><strong>DOIS</strong></em> e insubstituíveis sacramentos, a saber:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>* O Batismo </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>* A Refeição Memorial ou Santa Ceia</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A seguir, uma panorâmica exposição do item primeiro (Batismo), segundo os princípios norteadores em vigor:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> O BATISMO CRISTÃO</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O Batismo constitui o &#8220;sacramento por excelência&#8221;. Por meio dessa experiência ímpar, tende-se a imprimir no <em>postulante </em>a vida cristã, uma indelével marca, cuja memória se fará <em>insinuar</em> ao longo de toda a sua trajetória. Considerando-se a magnitude de tal <em>&#8220;mystérion&#8221;</em>, convém a ele dedicar incondicional cuidado, abrangendo-o em todas as suas possíveis variáveis. Assim, apresentêmo-lo sob suas diversas perspectivas:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>I &#8211; Cristo e o Batismo, o protótipo:</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-152" title="batismo_jesus" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo_jesus.jpg?w=500" alt="batismo_jesus"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Jesus sendo batizado nas águas do Jordão, por João Batista</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, o Divino Mestre em toda a sua plenitude, submeteu-se ao Batismo ministrado por João, cuja simbologia e objetivos, embora distintos do Batismo Cristão, prefigurava-o ou serviu-lhe de protótipo. Conquanto, desnecessário lhe fosse, sujeitou-se a tal processo, conferindo-lhe prioridade e excelência, na ordem sequencial da nova vida debaixo da Graça. Por ocasião da chamada <em>&#8220;Grande Comissão&#8221;,</em> reitera essa mesma posição, situando o Batismo num patamar <em>correlato ou extensivo ao próprio discipulado</em>:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>&#8220;Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo&#8221; (Mateus, 28:19)</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> (&#8220;Poreuqentes oun maqhteusate panta ta eqnh baptizontes autous eis to onoma tou patros kai tou uiou kai tou agiou pneumatos.&#8221;  - koiné transliterado )</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;">Esse versículo, contudo, encontra-se sob acirrada crítica, por parte de não poucos exegetas e literatos bíblicos, o que virá a ser oportunamente esmiuçado. Por essa mesma razão, deve-se usar de triplicada cautela no que concerne a <em>FÓRMULA</em> batismal vigente. Nele, entretanto, temos inconteste alusão ao Batismo, enquanto incumbência apostólica primária. O texto grego em pauta, exprime a idéia de <em><strong>continuidade</strong></em> ou <em><strong>coexistencia </strong></em>entre <em>&#8220;discipular&#8221;</em> e <em>&#8220;batizar&#8221;,</em> o que implica em <em>uma só e mesma ação</em>. Não constituem, desta feita, passos distintos, antes uma operação <em>unívoca</em>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>II &#8211; Os Emissários Apostólicos e o Batismo:</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-139" title="F.E" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/f-e.jpg?w=500" alt="F.E"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Filipe batiza o eunuco</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em conformidade com os ditames da <em>&#8220;Grande Comissão&#8221;,</em> os Apóstolos e seus primitivos cooperadores eclesiais, dão início a empreitada proposta, logo em seguida a manhã de Pentecostes. Tendo Pedro, tomado a dianteira, conclama a multidão presente a conversão <em>(&#8220;discipular&#8221;),</em> cuja &#8220;explanação&#8221; efetua-se de maneira concisa e sem maiores delongas teológicas. Correlatamente, determina serem (sem maiores exitações) batizados <em>(&#8220;Em Nome de Jesus Cristo&#8221; / Atos, 2:38 ).</em> Este, torna-se, o <em>&#8220;Cânon Batismal&#8221;</em> doravante reproduzido (sem quaisquer exceções), por todos os demais emissários apostólicos, ao longo de todo o primeiro século.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Pedro e o Batismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Além do clássico evento narrado em Atos 2:38, podemos observar a atuação de Pedro em distintas situações ou contextos, mantendo-se, contudo, inflexível em sua peculiar ortodoxia e/ou metodologia. Assim procedeu-se, para com Cornélio, o Centurião. Tendo-lhe testificado acerca do Messias e suas Novas <em>(&#8220;discipulando-o&#8221;),</em> <em>imediatamente</em> o conduz ao Batismo, assim como aos circunstantes, <em>&#8220;Em nome do Senhor</em>&#8220;&#8230;(Atos, 10:34-48).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Filipe e o Batismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Filipe &#8220;O Evangelista&#8221;, semelhantemente, vem a reproduzir idêntica &#8220;didática evangelistica&#8221;. Vejamos:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>&#8220;Simão, o Mago&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os seguidores de Simão, &#8220;O Mago&#8221;, estupefatos com as palavras proferidas, além dos prodígios operados por Filipe, aderem ao Evangelho, sendo, <em>na seqüência</em>, batizados. Mesmo Simão, acata ao anúncio do Reino e, uma vez tendo crido, fora batizado (Atos 8, 5-13).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em> &#8221;O Eunuco&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No célebre epísódio referente ao &#8220;Eunuco&#8221;, ministro de Candace, rainha etíope (Atos, 8, 26-40), podemos observar semelhante medida. Ao ir-lhe ao encontro, <em>por</em> <em>prévia e divina determinação</em>, orienta-o Filipe acerca de um fragmento veterotestamentário (Isaias, 53) segundo os parâmetros recém instaurados <em>(O Evangelho da Graça).</em> Após tê-lo feito e, a pedido do próprio eunuco, batiza-o. Faz-se mister, nos atermos a um detalhe por muitos ignorado. Ao solicitar o Batismo, o Eunuco (não obstante, alheio as idiossincrasias da Nova Dispensação), demonstra familiaridade para com o ato de batizar, evidenciando que tal prática, seguia-se (imediatamente) ao arrependimento e/ou conversão, como <em>parte integrante de um mesmo processo</em>. A isso, Filipe, não se opõe, antes, predispõe-se a fazê-lo sem mais demora. Cogitar, que Filipe se encontrasse inseguro diante da possibilidade de não mais rever o eunuco e conferir-lhe o Batismo, implica em substimar a <em>Divina Presciência</em>. Sobremodo, tendo em vista que o mesmo Filipe, havia sido <em>designado </em>pelo anjo para esse preciso fim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> Paulo e o Batismo</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> É notorio a todo e qualquer hermenêuta ou apologista, que a <em>universalidade</em> paulina, opunha-se sensivelmente a renitente <em>parcialidade</em> petrina (Gal. 2:11-14). No que tange ao Batismo, porém, constata-se o inverso. Paulo, não apenas acata o primitivo <em>&#8220;modus operandi&#8221;</em> por Pedro outorgado, como o reproduz fielmente, segundo nô-lo demontram os Atos dos Apóstolos. Aliás, o próprio Paulo experienciou a sutil tessitura desse processo, quando de sua temporária cegueira e, posterior batismo, ministrado por Ananias, <em>sequencialmente à comunicação das Novas</em> (Atos, 9:17-18).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>&#8220;Lídia, a vendedora de purpura&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por ocasião de sua estada em Filipos, Paulo depara-se com algumas mulheres próximas a um rio, local tido por adequado à oração, em dia de sábado (Atos, 16, 11-15) &#8230; Dentre elas, encontrava-se Lídia, a quem aprouvera ao Senhor <em>abrir o coração</em>, ante as palavras do apóstolo&#8230; Neste &#8220;fecundo terreno&#8221;, semeia Paulo as boas novas, e <em>prontamente </em>batiza-a, bem como aos seus&#8230; Imprescindível, lembrar, que Lídia fora <em>predisposta</em> ao Evangelho, como sua seleta depositária. Presume-se, inclusive, que sua casa tenha servido como a inicial &#8220;hospedeira&#8221; da primitiva &#8220;ekklésia&#8221; filipense (a primeira comunidade cristã implantada em território europeu).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;O Carcereiro&#8221;</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda em Filipos, Paulo e seu cooperador ministerial Silas, são conduzidos ao cárcere. Após turbulento episódio, são divinamente libertos. Ante a magnitude da ocorrência, o carcereiro presente rende-se ao Evangelho. Indagando a Paulo e Silas acerca da Salvação, se lhe impõe tão-somente<em> &#8220;crer&#8221;</em>, tendo sido sucintamente esclarecido no tocante às Novas. <em>A seguir</em>, procedeu-se ao seu batismo, bem como ao daqueles que com ele coabitavam (Atos 16, 23-33).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Os efésios joaninos&#8221;</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estando o cooperador Apolo na cidade de Corinto, Paulo dirige-se ao interior da provincia, chegando a Éfeso. Ai, vê-se diante um quadro um tanto incomum: o &#8220;gérmem&#8221; da futura &#8220;ekklésia&#8221; local (&#8220;mais ou menos doze homens&#8221;), havia sido já batizado, entretanto, segundo a tradição<em> joanina</em>. Interpelando-os sobre o Espírito Santo, demonstram flagrante desconhecimento. Muito embora, já batizados, Paulo os exorta de maneira breve e precisa, ao que todos consentem, <em>sendo batizados &#8220;Em Nome do Senhor Jesus&#8221;</em> (Atos 19, 1-7)&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> III &#8211; Batismo e Acréscimos Pós-Apostólicos:</strong> <strong>Penuncios de Apostasia </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com a morte de João, &#8220;O Derradeiro&#8221;, e a conseqüente supressão da Estirpe Apostólica, a <em>Apostasia</em> (já reiteradamente predita), tende a lançar seus primeiros &#8220;rebentos&#8221;. Essa realidade, fêz-se refletir, entre outras coisas, na administração e fórmula batismais. Com a expansão do Evangelho, rumo ao oeste do Império Romano, os conceitos e práticas referentes ao Batismo, passam a adquirir <em>novas feições</em>. As influências gentias ou &#8220;pagãs&#8221;, tornam-se, sobremaneira, patentes em suas medidas<em> adicionais</em>. No que diz respeito aos critérios, o ato de &#8220;crer&#8221; outrora tido como o exclusivo e decisivo elemento, é suplantado por uma metologia pautada em concepções em muito semelhantes àquelas aplicadas aos chamados <em>&#8220;Mistérios Eleusinos&#8221;</em>, e demais segmentos de cunho <em>ocultista</em>&#8230; Disto temos, como resultante o <em><strong>CATECUMENATO.</strong></em> Este, consistia num período de três anos em ininterrupta formação doutrinal, após o qual realizava-se uma espécie de <em>sindicância e escrutinio</em>. Sendo o postulante reconhecido como minimamente apto, passaria ao grau de ouvinte-observador. Nesta condição ou estágio, permaneceria mais três anos, ao término dos quais submeter-se-ia a um novo exame. Apresentado-se em condições adequadas, ser-lhe-ia finalmente concedida a autorização para a <em>&#8220;Preparação imediata ao Batismo&#8221;</em>. Em tal &#8220;preparação&#8221;, recebia a <em>&#8220;Profissão de Fé&#8221;,</em> bem como a <em>&#8220;Oração Dominical&#8221;</em> (ou &#8220;Pai Nosso&#8221;) a fim de estudá-los ao longo de oito dias. Ao receber o Sacramento do Batismo, e tornar-se neófito, eram-lhe  conferidos os sacramentos complementares ou de iniciação <em>(catequese mistagógica)</em>. Por analogia aos mistérios da morte-ressurreição, prezava-se a <em>Celebração da Páscoa</em> como o momento mais propício à ministração do Sacramento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ao <em>&#8220;catequista&#8221; local</em>, competia não apenas a consistência do conteúdo ministrado ao postulante, como também a verificação das alterações e demais ocorrências comportamentais do mesmo. Outro acréscimo comum à época foi a criação das pretensas <em>&#8220;Escolas de Catequese&#8221;,</em> como a <em>&#8220;Escola de Alexandria&#8221; (Egito), a &#8220;Escola Catequética de Cesária&#8221; e a &#8220;Escola de Antioquia&#8221; (Palestina).</em> Quanto à formula, pode-se inferir o mesmo. Deliberadamente e, por questões convencionais à estrutura clerical então constituída, suprimiu-se a primitiva <em>&#8220;Fórmula Petrina&#8221;,</em> aplicando-se única e exclusivamente a denominada <em>&#8220;Fórmula Trinitária&#8221;.</em> Neste particular, cabe-nos, uma imprescidível ressalva. A Congregação Cristã, embora <em>&#8220;Trinitarista&#8221;</em>, conforme se há de concluir do artigo de número II de sua Declaração de Fé <em>(&#8220;Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos Santos&#8221;)</em>, usa de triplicada cautela para com a referida questão. Sua relação para com a &#8220;trinitariedade divina&#8221;, se dá de maneira significativamente distinta, se contraposta as demais vertentes cristãs ditas <em>&#8220;Trinitaristas&#8221;.</em> A Congregação Cristã reconhece a flagrante relação subjacente aos <em>&#8220;Entes&#8221;</em> pressupostos, contudo, não se arroga a exaurí-lo em toda a sua plenitude e mistério&#8230; A propósito, diz-nos Paulo que: <em>&#8221; &#8230; agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido&#8221; (I Coríntios 13:12)</em>&#8230; Por esta causa, no que concerne a Divindade, sua invocação e afins, atêm-se cuidadosamente às primevas diretrizes e indicadores apostólicos. De tal modo, que não se dirige, sob qualquer circunstância, a Pessoa do Espírito Santo <em>por via direta</em> <em>(&#8220;Vem Espírito&#8221;, &#8220;Ó Espirito&#8221;&#8230;)</em>, o que, aliás, não se verifica em qualquer fragmento neotestamentário canônico. Com idêntica ortodoxia, posiciona-se em relação ao Batismo, seja no que toca à <em>fórmula</em> ou <em>forma</em> de sua ministração. Retomando. A <em>&#8220;Fórmula Trinitária&#8221;</em>, massiçamente aceita como medida régia para a consecução do Batismo Cristão, deve ser devidamente ponderada em suas origens e escopo. É de todos conhecido (conforme atestam eruditos de elevado gabarito) que em todo o transcorrer do primeiro século <em>não se tem registrado um só batismo ministrado sob a &#8220;Formula Trinitária&#8221; (tão-somente)</em>. A <em>&#8220;Didaqué&#8221;</em> o faz, muito embora sua condição apócrifa, a desqualifique. Mesmo Eusébio (&#8220;O Historiador&#8221; 265-339), estando a serviço do sistema clerical instituido, não relata em sua <em>&#8220;Historia Ecclesiae&#8221;</em> a ministração do Sacramento do Batismo sob a Fórmula Trinitária. Apenas, o faz posteriormente, <em>sob imposição hierárquica</em> (provavelmente de Atanásio, O Bispo). Sabe-se que a invocação trinitária para finalidades diversas (que não necessariamente as batismais), tornou-se oficialmente usual a partir do <em>Concílio de Nicéia (325),</em> sob a tutela de <em>Constantino, o Grande.</em> Ora, mas o que diz o texto de Mateus, 28:19, senão <em>“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”&#8230;</em> Não é o que consta dos dados de <em>&#8220;Historia Ecclesiae&#8221;&#8230;</em> Eusébio, apresenta a seguinte versão: <em>“Ide e tornai todas as nações discípulas em meu nome, ensinando-as a observar tudo o que vos ordenei” (28, 19-20)</em>. Esse versículo, assim como outros supostos acréscimos pós-apostólicos, tem se tornado alvo de severas críticas e observações, de tal maneira que algumas versões atuais já os trazem entre chaves ( [] ) ou devidamente retificados em sua contextual precisão. Acredita-se, que o alegado acréscimo, deva-se a <em>Tertuliano</em>, em torno de 197, visto a expressão &#8220;Trindade&#8221; haver sido cunhada em 190 por <em>Teófilo</em>&#8230;. <em>Justino, &#8220;O Mártir&#8221;</em> (100-165), talvez, tenha testemunhado os passos iniciais dessa grosseira alteração. <em>Tyndale</em>, em seus comentários neotestamentários, posiciona-se de maneira aproximada. Não restam dúvidas, pois, que o primitivo Batismo Cristão, fora (desde a os alvores de nossa Era), ministrado segundo a <em>&#8220;Fórmula Petrina&#8221;</em>. Outrossim, toda referência escrituristica (canônica) pertinente ao Batismo, direta ou indiretamente associa-o a <em>Pessoa </em>de Cristo ou a seu <em>Nome</em>, como se pode depreender (dentre outras) do fragmento abaixo:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>&#8220;&#8230; foi Paulo crucificado por vós? ou fostes batizados</em> <em><strong>em nome de</strong></em> <em>Paulo?</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> (I Corintios 1:13)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Apelações exegéticas? Em absoluto. Obviedades tais, que o mais &#8220;rélis&#8221; dos leigos as abstraem sem maiores sobressaltos hermenêuticos&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Acaso, referiria-se o Apóstolo a alguém haver batizado a este ou aquele, sob a <em>&#8220;autoridade do nome de&#8230;&#8221; ,</em> conforme conjecturam alguns? Não&#8230; O texto grego faz referência inequívoca ao <em>&#8220;uso ou invocação literal do nome de&#8221;</em> e, não apenas em atuar em nome de determinadado indivíduo, enquanto seu embaixador <em>(&#8220;Memeristai o Khristos mê Paulos estaurôthê uper umôn ê eis to onoma paulou ebaptisthête&#8221; / koiné transliterado</em><em>).</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ademais, o mesmo apóstolo em expressa exortação, determina: <em>&#8220;E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai&#8221;(Colossenses, 3:17).</em> Outro argumento amplamente propagado, diz respeito ao fato da primitiva <em>&#8220;Fórmula Petrina&#8221;</em> não apresentar uniformidade quando mencionada, o que não lhe atribuiria o &#8220;status&#8221; de &#8220;fórmula&#8221; como tal. Ora, a invocação correta seria <em>&#8220;Em Nome de Jesus Cristo&#8221; (Atos, 2:38) ?; &#8220;Em nome do Senhor Jesus&#8221; (Atos, 10:34-48) ?</em>. Poderia Pedro emitir expressões distintas ao referir-se a um mesmo processo? Paulo, por seu turno, recorre a última quando de sua estada em Éfeso (Atos, 19:5). Quanto a isso, nenhum complicador há, visto que as menções ao Cristo, sempre fizeram-se permutáveis ao longo de todo o Novo Testamento. Assim temos:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Jesus Cristo&#8221; </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Cristo Jesus&#8221; </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Senhor Jesus&#8221; </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Jesus ( o ) Senhor&#8221; </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>&#8220;Senhor </em><em>Jesus Cristo&#8221; (entre outros)&#8230;</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A &#8220;gama&#8221; de possibilidades, portanto, era em tudo flexível neste aspecto, de modo que uma construção frasal não resulta, na obliteração ou comprometimento da outra. Considere-se, todavia, que a designação <em>&#8220;Jesus Cristo&#8221; (&#8220;Yeshua &#8211; Ha &#8211; Mashia&#8221;),</em> foi desde sempre tida como o oficial distintivo atribuido ao <em>&#8220;Nazareno&#8221;</em>. Disto conclui-se, que as demais variantes constituiam vias coloquiais &#8211; ou referências menos formais &#8211; a Pessoa do Divino Mestre. Por outro lado, incorreríamos em crasso despautério ao propror e/ou afirmar que a Fórmula Trinitária, ignore a pessoa do Cristo. Faz-lhe direta menção, ao citá-lo em sua condição na distribuição trinitária <em>(&#8220;Filho&#8221;),</em> porém, omite seu <em>NOME</em>&#8230; E, disse o Anjo a José, acerca da Virgem: <em>&#8220;Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. (Mateus 1:21).</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos pois, que malgrado contestada em sua fidedignidade e autoria, a Fórmula Trinitária não deve ser tida por irregular ou espúria, muito embora não venha a suprir, <em>por si só</em>, as pendentes lacunas. Assim compete elevá-la a condição que lhe é de direito, não excluindo-a da invocação batismal, antes complementando-a, segundo se nos  tem demonstrado por meio uma contextual investigação e perícia hermenêuticas. Disto trataremos, no momento adequado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-143" title="Batismo-católico romano" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo-catolico-romano.jpg?w=500" alt="Batismo-católico romano"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> Batismo Infantil por aspersão</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> Rito Católico Romano</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A Forma pela qual o Sacramento do Batismo foi inicialmente estabelecido, também sofreu significativos abusos. De uma singela e integral imersão (como se pode deduzir de uma simples e imediata verificação etimológica &#8211; gr.: &#8220;βαπτισμω&#8221; [baptismō] : &#8220;imergir&#8221;, &#8220;banhar&#8221;, &#8220;cobrir&#8221;, &#8220;tingir&#8221;&#8230;) veio a  converter-se numa série de desdobramentos ritulisticos, muitos dos quais, explicitamente ancorados em conceitos ou práticas de origem gentia (&#8220;pagã&#8221;). Mesmo a matéria ou elemento aplicados ao mesmo (a água), veio a ser (sob determinadas circunstâncias) suplantada. De tal modo, que argumentam os ortodoxos orientais que, na ausência de água (em um deserto, por exemplo), o sacramento poderá ser relizado sem maiores comprometimentos, recorrendo-se ao elemento areia. Quanto ao &#8220;Serviço Sacro&#8221;, em si, foram-lhe acrescentadas emendas litúrgicas um tanto duvidosas. . De uma breve leitura do texto bíblico, seguida de uma explanação também concisa e esclarecedora <em>(&#8220;De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus&#8230;&#8221; Romanos, 10:17 / idem Atos, 8:31)</em>,  focando-se a pessoa de Jesus como sendo o &#8220;Cristo&#8221; [Ha Mashia], bem como a instauração do Novo Pacto,  passou-se a elaboração de sofisticados ritos, ao som de reiteradas jaculatórias. Isso sucedeu não apenas no âmbito Ortodoxo Oriental e Católico Romano, como também em algumas ramificações protestantes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-140" title="batismo-ortodoxo" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo-ortodoxo.jpg?w=500" alt="batismo-ortodoxo"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Batismo Infantil por imersão tripla</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Rito Católico Ortodoxo</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Portanto, a FORMA, se integralmente expressa nos termos apostólicos, deve consistir <em>numa só e completa imersão</em>. A <em>&#8220;Didaqué&#8221;</em>, já incorre em desvario ao propor inovações como: aspersão facultativa e tripla, jejum pré-batismal, entre outros&#8230; Algumas variantes ortodoxas orientais, sugerem três imersões (ou aspersões), sendo estas correspondentes a cada Pessoa da Trindade. Isso, entretanto, redundaria em <em>três batismos</em> <em>(&#8220;&#8230; [Há] um só batismo&#8230;&#8221; / Efésios, 4:5)</em>. Aspergir, por sua vez, implica em alterar o ato proposto em toda a sua essência e simbolismo. Minimiza-se o alegado desconforto relativo a submersão nas àguas, todavia, priva-se o &#8220;Serviço Sacro&#8221; de sua significação primeira, a saber, fazer-se <em>&#8220;sepultar&#8221; com Cristo pelo Batismo</em> (Romanos 6:3-5). Pedro, o Apóstolo, refere-se ao dilúvio como sendo uma <em>prefiguração ou alegoria ao Batismo Cristão</em> (I Pedro 3:21). Ora, toda a Terra esteve submersa e, não apenas uma fração desta. Entre as inovações introduzidas nos séculos subseqüentes aos Dias Apostólicos, encontramos o <em>BATISMO INFANTIL</em>, cuja prática carece de toda e qualquer legitimidade histórico-exegética, tornando-se obsoleta em sua pretensão. Supor que os convivas de Lídia de Filípos, ou mesmo os familiares do carcereiro neo-converso, incluissem crianças em seu número, nem por isso deixa de ser uma suposição. Persistem, pois, as lacunas, ao passo que a Ortodoxia Apostólica se sustenta em fatos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-141" title="batismo-luterano" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo-luterano.gif?w=500" alt="batismo-luterano"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Batismo infantil (aspersão) / Rito Luterano</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O Divino Mestre é inequívoco em sua sentença, de modo que o <em><strong>CRER</strong></em> antecede ao Batismo, como inalienável critério (Marcos 16:15-16).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outro fator, desde longa data responsável por acirradas polêmicas entre apologistas diversos, diz respeito à <em><strong>PROFISSÃO DE FÉ</strong></em>. Seria ela, realmente necessária, tal qual se postula (sobretudo), entre algumas correntes protestantes clássicas? Bem, toda a análise discursiva proeminentemente favorável à Profissão de Fé <em>PÚBLICA</em>, atêm-se a fragmentos esparsos, dentre eles os seguintes:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><em>&#8220;Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus </em></em><em><em>o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação&#8221; </em></em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><em>(Romanos 10, 9-10).</em></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> No texto acima, Paulo discorre acerca da obstinação judáica e o advento da Graça. Não se trata, portanto, de uma citação especificamente direcionada ao Batismo e suas pecualiaridades. Pode-se tê-lo como alusão indireta, contudo, torna-se forçoso precisar se o mesmo refere-se (ainda que extrinsecamente), ao tema em pauta (Batismo).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-151" title="batismo-presbiteriano" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo-presbiteriano1.jpg?w=500" alt="batismo-presbiteriano"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>&#8220;Profissão de Fé&#8221; seguida de Batismo (aspersão) </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Rito Presbiteriano</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A &#8220;Confissão de Fé Pública&#8221;, segundo os moldes atualmente propostos, seguramente, veio a adquirir solidez e forma posteriormente aos Dias Apostólicos, em concomitância ou, precedendo ao catecumenato.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><em>&#8220;Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus&#8221;</em> </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><em>(Atos 8:37)</em></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A resposta do eunuco a Filipe, é claramente interpretada como uma genuína <em>&#8220;Profissão de Fé&#8221;.</em> Seria ela, aliás, a precursora de todos os demais paradigmas desenvolvidos ao longo dos séculos. Entretanto, o versículo supra citado, encontra-se (assim como Mateus 28:19), sob <em>&#8220;condição&#8221;,</em> isto é, não é unanimememnte reconhecido em sua origem e fidedignidade, visto não constar em inúmeros manuscritos, tais como:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Papiro Cheter Beatty 1, gr., séc. III, Dublin </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Papiro Bodmer 17, gr., séc. VII, Genebra </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Códice Sináitico, gr., séc. IV, Museu Britânico </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Códice Alexandrino, gr., séc. V, Museu Britâncio</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Ms. Vaticano1209, gr., séc. IV, Roma </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Códice Efraemi Rescriptus, gr., séc. V, Paris</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Vulgata Latina,gr., 400 d.C. (Jerônimo), Stuttgart </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Siríaco Peshita (pesito), ar. , séc. V, Londres</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Do acima exposto, concluimos que a chamada<em> &#8220;Profissão de Fé&#8221; pré-batismal</em>, sustenta-se em hipotetizações cujo teor deixa a desejar no quesito escriturístico. Além disso, a maneira , via de regra, informal (e imediatista) pela qual efetuavam-se as primitivas &#8220;abluções&#8221;, parecem não corroborar com a idéia de uma solene confissão de fé por parte daqueles que, rendendo-se ao Evangelho, aderiam à Causa Cristã.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>IV &#8211; Congregação Cristã e Batismo:</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Modalidade e critérios</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A Congregação Cristã, reconhece como única e universal modalidade batismal, aquela efetuada por <em><strong>imersão</strong></em>, em concomitância com o primitivo Legado Apostólico. Há que se destacar que trata-se de <em>uma só</em> imersão, considerando que o ato de &#8220;batizar&#8221; é correlato ao número de abluções. Conforme já exposto, na ocorrência de duas ou mais imersões, teríamos dois ou mais batismos <em>(&#8220;&#8230; [Há] um só batismo&#8230;&#8221; / Efésios, 4:5).</em> Pode-se realizá-lo em água corrente e/ou a céu aberto (rios, lagos, praias&#8230;) ou em tanques batismais, especificamente destinados a esse fim. Com o avançado estágio de urbanização com o qual nos deparamo hoje, tem se tornado inevitável a construção dos referidos tanques. Por conta disso, praticamente todas as Casas de Oração centrais de cada localidade, passaram a contar com tal recurso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A imersão ocorre<em> integralmente</em>, isto é, o postulante ao batismo é submerso <em>em sua totalidade</em>, de modo a ser instantaneamente<em> &#8220;sepultado&#8221; sob as àguas</em>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-146" title="tanque apuca" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/tanque-apuca.jpg?w=500" alt="tanque apuca"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Tanque Batismal / Congregação Cristã</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A Congregação Cristã, postula como <em><strong>critério</strong></em> necessário à ministração do Sacramento, tão-somente aquele explicitamente verificável sob um integral exame dos Escritos Neotestamentários, a saber: o <em><strong>&#8220;CRER&#8221;.</strong></em> Determinantes secundários podem ser considerados, quais sejam, a faixa etária (maiores de doze anos apenas &#8211; exceto sob &#8220;condição&#8221;), estado civil (concubinato, etc)&#8230; Não se impõe prévia familiaridade para com a Doutrina Cristã e seus ditames, não obstante, seja absolutamente comum aos proponentes adiarem a sua formal adesão, o que pode variar de maneira significativa. Esse período, indiretamente, opera como um &#8220;estágio discipular&#8221; <em>(&#8220;Discipulado&#8221;),</em> no qual àquele que recebeu o testemunho do Evangelho <em>(&#8220;o testemunhado&#8221;)</em>, detém-se à observação e sondagem daquilo que lhe é proposto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O Batismo, é conferido a todos aqueles não afiliados à Congregação Cristã, seja lá qual for sua procedência ou anterior filiação. Entende-se que o Batismo é uma experiência ímpar e decisiva enquanto sinal de ingresso em uma corporação ou &#8220;ethos&#8221;. A lacuna psicológica, resultante do fato de migrarmos para determinado segmento e não nos submetermos aos seus processos &#8220;iniciáticos&#8221;, via de regra, desagua num estado (ou sensação) de incompletude ou desnível em relação aos demais correligionários. Isso, mais que mera conjectura é algo cotidianamente patente às diversas organizações ou grupos sociais. Assim, mesmo em seus primórdios &#8211; quando a Congregação Cristã facultava o Batismo àqueles já batizados por imersão e fórmula similares &#8211; a solicitação era habitual por parte dos filiados oriundos de vertentes outras. Reitera-se, todavia, a legitimidade de um só Batismo, estando essa conduta em estreita e fiel sujeição às diretrizes Apostólicas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Ministrantes e Fórmula</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> A Congregação Cristã, confia a realização do &#8220;Serviço Sacro de Batismo&#8221; a pessoa do <strong><em>Ancião (&#8220;Presbítero&#8221;).</em></strong> Sendo o Ancião (&#8220;Presbítero&#8221;), o legítimo dignitário do primitivo apostolado, compete a ele acolher pelo Batismo, aos futuros integrantes do &#8220;rebanho&#8221; cujos cuidados foram-lhe delegados (Atos, 20:28). Ao longo do processo, é auxiliado por um ou mais membros do Corpo de &#8220;Servidores&#8221; (&#8220;Diáconos&#8221;). Por ocasião de sua descida ao tanque batismal, um outro conservo seu (em equânime posição ministerial / Ancião) &#8211; passa a co-presidir o ofício em questão. Malgrado, a Assembléia Ministerial realizada no ano de 1962, estabeleça um atenuante com respeito a Filipe, &#8220;O Diácono-Evangelista&#8221; <em>(declarando que não se deve estabelecer barreiras ou medidas ao Espírito e aos divinos propósitos),</em> não se costuma delegar a realização de batismos aos Diáconos, exceto em excepcionais circunstâncias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-149" title="batismo primitivo 1950" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/11/batismo-primitivo-1950.jpg?w=500&#038;h=266" alt="batismo primitivo 1950" width="500" height="266" /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Batismos por imersão / Década de 50 / Congregação Cristã</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(Acervo de imagens)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mediante as posições desde sempre conflitantes e/ou &#8220;dissonantes&#8221; no que toca às <em><strong>FÓRMULAS </strong></em>batismais, aprouve a Congregação Cristã restaurar a primitiva <em>&#8220;Fórmula Petrina&#8221;</em> em sua total integridade, conquanto não se relegue a habitual<em> &#8220;Fórmula Trinitária&#8221;</em> a supressão. Desta feita, segue-se ao procedimento taxonomizado como <em><strong>&#8220;Fórmula Harmônica&#8221; </strong></em>ou <em><strong>&#8220;Concordata&#8221;:</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><em> &#8221;Em Nome de Jesus Cristo</em> te batizo<em>: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo&#8221;</em></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Essa medida alternativa, por alguns classificada como<em> &#8220;Quaternária&#8221;,</em> pressupõe a manutenção da Fórmula Trinitária, não omitindo, todavia, a clássica ordenança Petrina. Acerca da alegada <em>&#8220;quaternidade&#8221;,</em> não se verifica nela relevante procedência. A invocação <em>&#8220;Em Nome de Jesus Cristo&#8221;</em> (nesse particular contexto) opera em caráter introdutório. Outrossim, o N<em>ome</em> &#8220;petrinamente&#8221; invocado, remete-se ao <em>Filho</em>, &#8220;trinitariamente&#8221; mencionado. Não se tratando pois, de<em> &#8220;Entes&#8221;</em> distintos, mas de distintas alusões a um mesmo<em> &#8220;Ente&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos atualmente, um considerável número de denominações cristãs, cujo batismo efetua-se exclusivamente sob a Fórmula Petrina. Essa postura, porém, desconsidera a já consagrada Fórmula Trinitária. Esta, embora provavelmente ulterior ao Período Apostólico, constitui uma milenar herança, não podendo ser de todo, posta à parte.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não raro, costuma-se objetar ainda, alegando-se que a <em>&#8220;Fórmula Concordata&#8221;</em> resulta em <em>dois batismos</em>. Tal afirmativa, entretanto, destitui-se por si mesma, haja vista tratar-se de <em>uma só imersão. </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Conclusões </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Diante desse breve retrospecto, acredita-se haver proporcionado ao leitor uma idéia mais precisa e menos hipotética acerca da compreensão e práxis próprias da Congregação Cristã, no que diz respeito ao Sacramento do Batismo, suas origens, desdobramentos histórico-teológicos, e atual &#8220;manuseio&#8221;. Pormenores de menor monta, entre outros, poderão ser devidamente colocados em pauta, quando de sua solicitação e, em conformidade com as necessidades apresentadas pelos refereridos pesquisadores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
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		<title>Congregação Cristã e Liturgia: o culto cristão</title>
		<link>http://ekklesiachristiana.wordpress.com/2009/10/23/da-liturgia-congregacao-crista-e-culto/</link>
		<comments>http://ekklesiachristiana.wordpress.com/2009/10/23/da-liturgia-congregacao-crista-e-culto/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 20:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Introdução Conforme  se se pode  apreender de uma meticulosa averiguação exegética-hermenêutica neotestamentária (canônica), a  &#8220;ekklésia&#8221; &#8211;  em seus alvores -  não dispunha de um específico &#8220;modus operandi&#8221;  no que toca  à &#8220;liturgia&#8221; ou &#8220;culto&#8221; (gr.: λειτουργία). Aliás, a aplicação da expressão &#8220;liturgia&#8221; (em sua rigorosa acepção etimológica), distancia-se consideravelmente daquilo a que se propunham os primitivos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=90&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Times New Roman;color:#000000;font-size:medium;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:medium;"><strong>Introdução</strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Conforme  se se pode  apreender de uma meticulosa averiguação exegética-hermenêutica neotestamentária (canônica), a  <em>&#8220;ekklésia&#8221; &#8211;  </em>em seus alvores -<em>  </em>não dispunha de um específico <em>&#8220;modus </em><em>operandi&#8221;</em>  no que toca  à <strong>&#8220;liturgia&#8221; ou &#8220;culto&#8221; (gr.: λειτουργία)</strong>. Aliás, a aplicação da expressão &#8220;liturgia&#8221; (em sua rigorosa acepção etimológica), distancia-se consideravelmente daquilo a que se propunham os primitivos adeptos cristãos em suas habituais reuniões.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Derivando-se dos radicais &#8220;<strong>leit&#8221; (de &#8220;laós&#8221;, povo) e &#8220;urgía&#8221; (trabalho, ofício)</strong><em><strong>,</strong></em> indica serviço ou trabalho público. Por extensão, passou a referir-se (entre os helênicos) ao ofício religioso, considerando-se que segundo o contexto vigente, as práticas rituais encontravam-se investidas de um caráter eminentemente <em>PÚBLICO</em>. Já a <em>Versão Septuaginta (LXX)</em>  restringe o vocábulo <em>&#8220;liturgia&#8221;</em> apenas ao <em>Sacerdócio Levítico</em> (veterotestamentário), evidenciando assim, que o <em>Novo Pacto</em> prevê (entre outras coisas) a imediata supressão do cerimonialismo cultual compulsório. A formalização litúrgico-ritualistica ulteriormente  desenvolvida e oficialmente instituída  (&#8220;Celebração da Missa&#8221; / Ritos Latino e Oriental)   situa-se num nível cronologicamente tardio e doutrinariamente questionável  (Período Pós-apostólico).  Assim respaldada, manifesta-se a Congregação Cristã quanto ao aparato ritualístico veterotestamentário e sua flagrante transitoriedade (1947:  Doutrinas: Das Leis Civil, Moral e <em>Cerimonial</em>).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="size-full wp-image-95    aligncenter" title="sacerdote levita" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/sacerdote-levita.jpg?w=500" alt="sacerdote levita"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> Sumo Sacerdote judeu</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>ministrando no &#8220;Santo dos Santos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Dos <em>&#8220;Atos dos Apóstolos&#8221;, </em>o primeiro &#8220;tratado&#8221; ou esboço propriamente histórico acerca do Cristianismo primevo e seu inicial desenvolvimento  <em>- </em> bem como de algumas <em>Epístolas Paulinas e Gerais -</em> podemos inferir que as primitivas reuniões cristãs consistiam basicamente em <em>orações e cânticos</em>, sendo estes últimos <em>individualmente </em>entoados ou &#8220;à moda&#8221; <em>congregacional</em> (em uníssono). Atribuindo-se especial ênfase aos<strong> salmos</strong> e  as escritos <strong>proféticos</strong>, os referidos cânticos  remetiam-se  à figura do Messias e alegorias correlatas ao mesmo. Eruditos e  especialistas diversos, sugerem  que o construto poeticamente descrito em I Timóteo 3:16  aluda a um  primitivo fragmento hinológico.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Facultava-se ainda a comedida expressão dos chamados &#8220;karismas&#8221; (gr.: &#8220;dons&#8221;). Em algumas <em>&#8220;ekklésias&#8221;,</em> tais como Corinto, a recorrência aos <em>&#8220;karismas&#8221;,</em>  veio a  exceder-se sobremaneira, razão pela qual Paulo reiteradamente a admoesta. Além de tais elementos (orações e cânticos), há de se supor que as <strong>leituras e explanações bíblicas</strong> constituíssem o âmago de toda convocação regularmente presidida.  Deve-se ainda ressaltar os eventuais relatos ou narrativas  concernentes à conversões, empreendimentos evangelísticos e miraculosos feitos (o protótipo do vulgo <strong>&#8220;testemunho&#8221;</strong>).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Conjecturas à parte, sabe-se que algo constituia uma &#8220;regra áurea&#8221; segundo a concepção eclesiológica paulina, a  <strong>ORDEM</strong>. Assim, em sua Epístola endereçada à primitiva <em>&#8220;ekklésia&#8221;</em> coríntia, Paulo estabelece o princípio da<strong> &#8220;Decência e Ordem&#8221;</strong>, como perpétuo e irrevogável parâmetro, indistintamente aplicado a todo ato realizado sob a chancela da Graça. (I Cor. 14:40). Ademais, o &#8220;culto&#8221; em sua essência, processa-se racionalmente ( Gr.: &#8220;LOGIKÊN LATREIAN&#8221; &#8211; Romanos: 12:1)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Quanto ao <strong>&#8220;partir do pão&#8221; (gr. transl.: &#8220;klasei tou artou&#8221;)</strong>, seja como <em>&#8220;ágape&#8221; informal</em> (e culturalmente comum à cultura meso-oriental e/ou greco-romana), ou propriamente a <em>Refeição Memorial (&#8220;Santa Ceia&#8221;),</em> não se deve concebê-lo como parte integrante do &#8220;culto&#8221; originalmente apostólico.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Já<em>  Calvino,</em> reformista e um dos precursores do atual presbiterianismo, postulava um regresso as origens cristãs apostólicas, nas quais a leitura e exposição bíblicas caracterizavam-se como o clímax  (ou ponto de convergência) em todo  o &#8220;culto&#8221; neotestamentário. Disto temos,  a clássica frase: <strong>&#8220;Quatro paredes e um sermão&#8221;</strong>, aludindo-se ao despojamento e pragmatismo cultual calvinista. Em contrapartida, o luteranismo veio a preservar algumas traços comuns a  tradicional <em>&#8220;liturgia&#8221;</em> medievalesca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-96" title="Culto Luterano" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/culto-luterano.jpg?w=500" alt="Culto Luterano"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Culto</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(Modalidade Litúrgica  Luterana)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Congregação Cristã  </strong><strong>e  Culto</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong></strong> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, considerando-se que  as primitivas comunidades cristãs &#8211; em suas corriqueiras reuniões congregacionais &#8211; abstinham-se  de uma modalidade <em>&#8220;ipsis litteris&#8221; </em>&#8220;litúrgica&#8221; (e, semelhantemente, seus históricos depositários  (Valdenses Remanescentes), pareceu adequado à Congregação Cristã contemporânea primar por sua inalterância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, deliberou-se (em concomitância com a experiência demonstrada) que o <em>&#8220;Serviço de Culto&#8221;</em> oficialmente aceito, limitar-se-ia basicamente, a <strong>preces sucintas</strong><em><strong>,</strong></em> além dos usuais <strong>cânticos ou hinos</strong>. Reservando-se, ainda, um breve período para a <strong>exposição de relatos</strong><em><strong>, </strong></em>bem como a <strong>transmissão de comunicados</strong>. O ponto culminante, todavia, consistiria na<strong> leitura e explanação dos  Sagrados Textos</strong>. Isso tudo, primando-se pela erradicação do formalismo cultual, não obstante, tenha-se como necessário &#8220;arremate&#8221; a DECÊNCIA e a ORDEM (segundo a admoestação paulina). Por conta disso, manifestações paralelas como a glossolalia, profecias e congêneres, encontram-se<em> &#8221;sob condição&#8221;.</em> Convencionalismos gestuais, como palmas (aplausos) ou  expressões corporais difusas são evitados. Desta feita, a <em>&#8220;metodologia litúrgica&#8221;</em>  oficialmente adotada pela Congregação Cristã  a distingue significativamente dos  segmentos ou vertentes ditos <strong>&#8220;pentecostais&#8221;</strong>. Ainda, no que respeita à<strong> ORDEM</strong>, observa-se  uma proporcional distribuição de seu membros no interior de seus recintos (&#8220;casas de oração&#8221;), de modo a compor duas &#8221;alas&#8221; ou blocos: homens e mulheres em espaços distintos <em>(antecedentes valdenses).</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-97" title="dac002worship" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/dac002worship.jpg?w=500" alt="dac002worship"   /><em> </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Culto </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(Modalidade litúrgica &#8221;pentecostal&#8221;)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O presente <em>&#8220;formato litúrgico&#8221;</em> tornou-se o protótipo para todos os demais eventos realizados, adaptando-os, porém, às suas respectivas finalidades. Deste modo, nos <em>Serviços Sacros para Batismos</em>, suprime-se o momento destinado aos <em>&#8220;testemunhos&#8221;</em> e, assim sucessivamente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A seguir, uma sequencial descrição da estrutura  <em>&#8220;litúrgica&#8221;</em> universalmente aplicada pela Congregação Cristã em suas reuniões e eventos afins:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">I &#8211; Abertura &#8211; após uma aclamação coletiva (geralmente &#8220;Deus Seja Louvado / Amém!&#8221;) o presidente declara aberto o presente serviço <strong>&#8220;Em Nome do Senhor Jesus&#8221;</strong> (Colossenses 3, 17).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">II &#8211; Hino Inicial (ou de Abertura)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">III &#8211; Hino Intermediário</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">IV &#8211; Hino Pré-Oração Inicial</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">V &#8211; Oração Inicial (Súplica ou Petição)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VI &#8211; Momento reservado aos &#8220;Testemunhos&#8221; (relatos e narrativas alusivos a conversão, intervenções miraculosas e/ou transmissão de saudações &#8211; quando provenientes de congregações co-irmãs).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VII &#8211; Hino alusivo à Palavra (Leitura e Exortação)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">VIII &#8211; Comunicados &#8211; espaço destinado a avisos e diversos (sendo, sob condição, suprimido, quando assim determinado pelo presidente)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">IX &#8211; Leitura do texto bíblico e sua posterior explanação (a critério do presidente local, ou dos demais membros do Corpo Ministerial presentes &#8211; não havendo prévia determinação homilética).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">X &#8211; Oração de Encerramento (Ação de Graças).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">XI &#8211; Hino de Encerramento / Hino Final</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">XII &#8211; &#8220;Benção Apostólica&#8221; / Saudações finais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><img class="aligncenter size-full wp-image-105" title="OgAAAMwnVQA2HTUbEI9ffJsweKde2IQfr-Cl8BNyM4HfE0AooEe6W4mDUkv4UPEswJsqkDzoo402lnRdwjmmtPmyv4IAm1T1UCgxyNyIBMmGCv6ZBgfKGMTlSC4O" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/ogaaamwnvqa2htubei9ffjswekde2iqfr-cl8bnym4hfe0aooee6w4mdukv4upeswjsqkdzoo402lnrdwjmmtpmyv4iam1t1ucgxynyibmmgcv6zbgfkgmtlsc4o2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="OgAAAMwnVQA2HTUbEI9ffJsweKde2IQfr-Cl8BNyM4HfE0AooEe6W4mDUkv4UPEswJsqkDzoo402lnRdwjmmtPmyv4IAm1T1UCgxyNyIBMmGCv6ZBgfKGMTlSC4O" width="500" height="375" /></em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Serviço de Culto / </em><em>Congregação Cristã</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos assim, um panorama  ou &#8220;esquematização&#8221; não pormenorizados do &#8220;Culto Cristão&#8221;, segundo os princípios e práticas regularmente aceitos pela  Congregação Cristã e sua singular ortodoxia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Congregação Cristã e Origens: antecedentes históricos</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 20:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Introdução</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Nos derradeiros anos (sobretudo em razão de seu primeiro centenário 1910-2010), muito se tem especulado &#8211; e não raro hipotetizado &#8211; acerca da Congregação Cristã e suas origens. Evidentemente, que a temática em pauta requer uma magistral perícia e habilidade, haja vista, serem raros os subsídios disponíveis para que se possa levar  tal empreitada à cabo. Contudo, a  isenção axiológica  e o empenho nos podem conduzir a um excelente termo. Peça imprescindivel para a compreensão deste intricado quebra-cabeças, diz respeito a seu pioneiro, <em>Ancião Louis Francescon</em>. Oriundo da península itálica, rendeu-se ao Evangelho em terras norte-americanas <em>(sob a &#8220;tutela&#8221; da  <strong>Alleanza Cristiana e Missionária</strong>)<strong>, </strong></em>dando origem, posteriormente, a <em>Primeira Igreja Presbiteriana Italiana de Chicago </em>em parceria com seus <strong><em>correligionários VALDENSES</em></strong>&#8230; A este ponto, devemos nos ater com absoluta precisão. Quem eram, afinal os &#8220;valdenses&#8221;? Façamos um breve retrospecto a fim de pormenorizar tal questão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Embora estreitamente aparentados com os albigenses, sua origem parece aludir a um período deveras remoto. Quanto a designação (&#8220;Valdenses&#8221;), por um lado deriva-se do personagem <strong><em>Pedro (de) Valdo ( ? &#8211; 1217 / Lion , França</em>),</strong> a quem coube atribuir ao movimento maior realce e expansão. Outros, porém, associam a nomenclatura ao francês<em> <strong>&#8220;vallois&#8221;</strong> (habitantes dos vales)</em> &#8211; aliás, mencionada em escritos anteriores a Pedro. A antigüidade do referido segmento é testemunhada por diversas fontes, tanto internas como externas ao movimento, e também, em face de algumas idiossincrasias comuns ao seu &#8220;ethos&#8221;. Rainero (O inquisidor),  falecido no ano de 1259, relata:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>&#8220;Entre todas estas seitas&#8230; a dos &#8220;leonistas&#8221; (leia-se Valdenses).. é aquela que por mais tempo tem existido, pois alguns afirmam perdurar desde os idos de Silvestre ( O Papa / 314-335), outros, dos Dias Apostólicos&#8221;</em>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Marco Aurelio Rorenco, pároco de São Roque em Turin, em sua narrativa e história dos mesmos, declara que os adeptos Valdenses são tão remotos em sua origem que não se pode precisar a datação de seu surgimento. Outrossim, os próprios integrantes valdenses testificam de seus primórdios como contemporâneos a Estirpe Apostólica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="size-full wp-image-75  aligncenter" title="pvaldo" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/pvaldo1.png?w=500" alt="pvaldo"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Pedro Valdo</em></span></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outra evidencia &#8220;em prol&#8221; de sua antigüidade é a sua relativa ausência de antagonismo para a cristandade convencional, diversamente de outras vertentes (incluindo-se os albigenses) que dela separaram-se em resistência aos seus desvarios. Os Valdenses, por seu turno, caracterizavam-se por um posicionamento sensivelmente mais tolerante, visto admitirem o fato de que muitos daqueles ainda subordinados ao sistema Clerical Apóstata, dispunham de notáveis princípios. Assim, futuramente, quando de suas negociações junto aos Reformadores, mostraram-se afeitos ao que nestes havia de originalmente cristão, a que os demais opuseram em totalidade. Guillermo Farell (reformador suíço) lamenta-se, por exemplo, acerca da serenidade valdense ante o catolicismo romano, não compreendendo, todavia, as causas de semelhante postura. Disto depreende-se, que a conduta Valdense frente os seus opositores consistia mais, em<em><strong> indiferença</strong></em>, que proprioamente  <strong><em>hostilidade</em></strong>&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em verdade, embora seja impossível precisar o seus primeiros passos, é provável que consistissem (em seu núcleo inicial) num <em><strong>remanescente</strong></em> daqueles, que havendo rejeitado o vínculo Igreja-Estado Romano, sob Constantino ( tais como os <em>&#8220;novacianos</em>&#8220;), tenham emigrado &#8211; dentre outras localidades &#8211; para os inóspitos e pouco acessíveis vales alpinos. Nestes, haveriam perpetuado sua prole e consequentemente o Patrimônio Doutrinário genuinamente Apostólico. Isto posto, enquanto a instituição eclesiástica estatal (bem como seus grupos dissidentes) digladiavam-se em meio a embates político-teológicos, a <em>&#8220;fina flor&#8221; </em>da Dispensação Neotestamentária permecia incólume sob os cuidados valdenses. A esse propósito, no ano de 1689 um erudito declara:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> <em>“Os Valdenses são, de fato, os remanescentes daqueles que, deixaram a Itália após Paulo, o Apóstolo, entre eles semear as Novas. Abandonaram a seus pais e passaram a residir nas montanhas, onde, daquela época até os presentes dias, têm transmitido o Evangelho de pai para filho segundo o mesmo teor e simplicidade confiados por Paulo”.</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-76" title="i139259" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/i139259.jpg?w=500" alt="i139259"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Vales Alpinos</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De fato, os numerosos cristãos perseguidos, conhecidos pelas diversas alcunhas que lhes atribuiam seus algozes, chegaram, em determinado período, a constituir um testemunho conciso e de vasto alcance (alheio à <em>Cristandade institucionalizada</em>), graças aos escritos pelos Valdenses preservados.De sorte que atualmente, temos ciência de que aqueles círculos de adeptos, congregados em estreitos laços de fraternidade, não comungavam dos conceitos comuns a gnósticos e maniqueus, tal qual propunham seus oponentes romanistas. Antes, primavam pela real ortodoxia apostólica e seu indelével legado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>O &#8220;Relícário&#8221; Doutrinário Valdense</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A sìntese doutrinária-organizacional valdense pode ser apresenta da seguinte forma:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>*Da Concepção Cosmogônica:</strong></em> Predestinacionista</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em> *Do modus vivendi” :</em></strong> Modéstia e despojamento, quer no âmbito secular ou intelectual. (”Conditio sine qua non”)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">*<strong><em>Das Escrituras:</em></strong> ênfase as narrativas e parâmetros neotestamentários / exame frequênte, contudo, averso a <em>Teologia Sistemática.</em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <strong><em>*Da Modalidade administrativa:</em></strong> Congregacional (ênfase ao núcleo local)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <strong><em>*Do Governo e Organização:</em></strong> Dualista (Anciãos e Servidores &#8211; &#8220;Diáconos&#8221;), além de seus &#8220;cooperadores&#8221; itinerantes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong> *Dos Honorários:</strong></em> Ausência de remuneração ou soldos pré-fixados para o exercício ministerial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <em><strong>*Da Liturgia:</strong></em> Breve e desprovida de maiores aparatos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <em><strong>*Dos &#8220;Sacramentos&#8221;:</strong></em> dois, a saber, Batismo e Refeição Memorial (Santa Ceia)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> - <em>Da Ministração dos Sacramentos:</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong> BATISMO:  </strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Crítério Básico:</em></strong> conversão (ausência de discipulado sistemático ou, catecumenato)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Faixa etária:</em></strong> Adultos</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Ministrante:</em></strong> Ancião</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>REFEIÇÃO MEMORIAL (Santa Ceia)</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Critério para participação:</strong></em> Batismo</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Ministrante:</strong></em> Ancião</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Frequência de sua realização:</em></strong> Anual</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Forma de distribuição:</strong></em> um só pão e um mesmo cálice.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bem, com o advento da <em>Reforma Protestante</em>, o movimento Valdense (forçosamente) viu-se compelido a converter-se em<em><strong> &#8220;instituição&#8221;</strong> devidamente formalizada</em>. A partir daí, permitiu-se o acréscimo de práticas e conceitos até então incomuns ao seu milenar conteúdo. Elevaram-se templos, sistematizou-se sua tradição predominantemente oral, atribuindo-lhe novas feições e traços, segundo as diretrizes e demais ditames norteadores da<em> Teologia Aplicada</em>. Atualmente, a chamada <em>&#8220;Igreja Valdense&#8221;,</em> encontra-se atrelada a <em>Aliança Presbiteriana Mundial</em>, e portanto, destituída de seus primitivos diferenciais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Após essa breve digressão, retornemos o eixo temático.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, Francescon, não obstante, deparando-se com um estado um tanto deteriorado da &#8220;epopéia&#8221; Valdense, torna-se cônscio de sua história e legados, predispondo-se a resgatá-los em sua íntegra. Deste modo, ao atuar junto a Igreja Presbiteriana Italiana de Chigago, acalenta o nobre propósito de gradualmente reimplementar o &#8220;cânon&#8221; outrora exequível em todo o Piemonte &#8220;Vallois&#8221;. Deste áureo empreendimento, resulta a <em>Assemblea Cristiana Italiana di Chicago </em>(em face, sobretudo, da questão imersionista, bem como seu suposto &#8220;darbismo&#8221;). Por isso, faz-se míster compreender que, por &#8220;Assemblea Cristiana&#8221;, não se deve pressupor uma denominação religiosa juridicamente respaudada, antes, uma informal referência a um aglomerado <em>(&#8220;Assemblea&#8221;),</em> pautado em valores ou conceitos eminentemente cristãos <em>(&#8220;Cristiana&#8221;)</em> .</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-77" title="LOUIS_~1" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/louis_1.jpg?w=500" alt="LOUIS_~1"   /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Louis Francescon</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> &#8221;O Ancião&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Uma vez, estabelecendo contato com o célebre <strong><em>&#8220;Movimento de Avivamento da Rua Azuza&#8221; (Los Angeles),</em></strong> certifica-se acerca da atualidade dos <em><strong>Sinais Apostólicos</strong> e sua contemporânea necessidade</em> para o cabal arremate de sua empreitada <em>&#8220;restauracionista&#8221;</em> <em>(&#8220;Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos Santos&#8221;, Artigo VII).</em> Muito embora, tenha desde sempre, se acautelado ante a iminência de um desvario de cunho <em><strong>&#8220;montanista&#8221;&#8230;</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A seguir, em compania de seus colaboradores Giácomo Lombardi e Lucia Menna, segue rumo a América Latina, mais precisamente à Argentina e Brasil, nos quais finca as primeiras estacas ou representações da <em>&#8220;Assemblea Cristiana&#8221;</em> no hemisfério sul&#8230; Tanto na Argentina quanto no Brasil, os congregados passam a apresentar-se como<em><strong> &#8220;Reuniti nel Nome del Signore Gesù&#8221;</strong></em> (aliás, tal expressão fêz-se visível à entrada de muitos de seus locais de reunião durante todo o seu desenvolvimento inicial). A propósito, a Congregação Cristã  brasileira (à semelhança do que ainda ocorre), dispunha de uma &#8220;clientela&#8221; teologicamente diversificada, evidenciando-se assim  0 seu potencial de absorção e consequente neutralização. São Paulo, provinham de denominações Históricas ou Clássicas, como o Presbiterianismo, Metodismo, Luteranismo e Batistas (além dos aderentes de origem católica romana).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não se pode deixar de fazer menção ainda, a <em><strong>&#8220;Igreja dos Irmãos&#8221;,</strong></em> cujas alianças e influências não foram poucas para com a <em>&#8220;Assemblea Cristiana&#8221;.</em> Seu diferencial, consistia, basicamente, naquele referente à glossolalia, muito embora tenha-lhe servido de solícita &#8220;hopedeira&#8221; em não poucas localidades (Canadá, Itália, Brasil&#8230; ).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Destaque-se, que a aversão de Francescon ao<em><strong> &#8220;institucionalismo eclesial&#8221;</strong></em> era de tal modo resoluta que por solicitação sua a <em>&#8220;Assemblea Cristiana di Chicago&#8221;</em> manteve-se alheia ao <em>&#8220;rol&#8221;</em> denominacional norte-americano por longo período. Resistia, com igual pertinácia às usuais taxonomias sócio-estatísticas, de maneira que veio a evitar com pontual veemência classificações como <em><strong>&#8220;protestantes&#8221;,  evangélicos&#8221;</strong></em> e, em particular <em><strong>&#8220;pentecostais&#8221;.</strong></em> Ainda hoje, especialistas diversos hesitam em delimitá-la/territorializá-la  no que concerne à sua situação teológico-doutrinária. <strong>Calvinismo Ortodoxo? Arminianismo? </strong> Provavelmente algo distinto. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De capital importância para a compreensão do<em> &#8220;modus operandi&#8221;</em> organizacional-administrativo comum à Congregação Cristã  é o episódio a seguir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por ocasião do retorno de uma de suas viagens missionárias ao Brasil, Francescon se vê diante um quadro um tanto heterodoxo, sob suas premissas eclesiológicas: uma parcela da Assembléia Cristiana di Chigado, institucionaliza-se sob uma coligação jurídicamente conhecida como <em>Igreja Cristã da América do Norte (CCNA).</em> Diante disso (e demais &#8220;desencontros&#8221; propriamente teológicos, compreendidos no período de 1914 a 1925), restou-lhe apenas uma alternativa: manter-se leal aos primitivos legados. Doravante, temos a <em>&#8220;Christian Congregation in United States&#8221; </em>(17 de abril de 1926), regularmente regimentada, enquanto dignitária e perpétua titular do paradigma eclesiológico vigente. O mesmo, pode-se afirmar de sua <em>&#8220;côngenere tupiniquin&#8221;,</em> a qual, inclusive, alavancou a Obra Evangelistica para além do contexto predominantemente étnico (ítalo-americano). De tal modo que nas décadas subsequentes fêz-se necessária uma pequena adequação quanto ao &#8220;distintivo&#8221; confessional oficialmente reconhecido. Dada sua expansão extra-territorial, veio a deixar sua anterior condição de &#8220;Congregação Cristã <strong>do</strong> Brasil&#8221; para &#8220;Congregação Cristã <strong>no</strong> Brasil&#8221;.     </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Conclusão</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Conquanto, a anterior &#8220;exposição&#8221; não pretenda exaurir tão amplo espectro de minúcias e detalhes, propõe-se (sob históricos critérios) a fornecer ao pesquisador uma consistente síntese acerca do tema. De um retrocesso aos Dias Apostólicos e aos refugiados alpinos, passamos por séculos de ininterrupta transmissão doutrinário-identitária, paralelamente ao Cristianismo institucionalizado ou convencional. A Congregação Cristã se  posiciona, pois, como recipiendária de tão augusto Depósito,  desdobrando-se em meio as &#8220;intempéries&#8221; pós-modernas, a fim de que sua integridade e conteúdo permaneçam tal qual prescritas nos alvores de nossa Era.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
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		<title>Congregação Cristã e Estrutura Administrativa: organização e governo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 19:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  A temática alusiva ao &#8220;sacerdócio&#8221; cristão, sua primitiva estrutura e critérios eletivos, tem sido causa de relevantes e recorrentes polêmicas, embora não faça jus a tão acirrada porfia. A seguir, algumas averiguações e apontamentos.   DAS CLASSES MINISTERIAIS OFICIALMENTE RECONHECIDAS  Temos disso, uma &#8220;súmula&#8221; universalmente aceita, inclusive, nos círculos católicos romanos. Assim, segundo as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=51&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A temática alusiva ao <em>&#8220;sacerdócio&#8221;</em> cristão, sua primitiva estrutura e critérios eletivos, tem sido causa de relevantes e recorrentes polêmicas, embora não faça jus a tão acirrada porfia. A seguir, algumas averiguações e apontamentos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>DAS CLASSES MINISTERIAIS OFICIALMENTE RECONHECIDAS</strong></span><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos disso, uma &#8220;súmula&#8221; universalmente aceita, inclusive, nos círculos católicos romanos. Assim, segundo as narrativas neotestamentárias (canônicas) os dias apostólicos (séc. I) comportaram exclusivamente <strong><em>DUAS</em></strong> e irrefutáveis classes ministeriais, a saber:</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em><strong>* O Presbiterato</strong></em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em><strong>* O Diaconato</strong></em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Compunha-se, a primeira de <strong>ANCIÃOS (Gr.: presbúteroi &#8211; πρεσβυτερος )</strong> e a segunda de <strong>SERVIDORES (Gr.: diáconos &#8211; διάκονος),</strong> embora, cronologicamente, a instituição de ambas encontre-se inversamente situada.</span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Faz-se mister, porém, um breve parêntese acerca das origens do <em>&#8220;Presbiterato&#8221;</em> &#8211; bem como da <em>&#8220;Diaconia&#8221;</em> &#8211; quanto a sua aplicabilidade em períodos <em>pré-cristãos</em>. Ao delegar a organização da primitiva <em>&#8220;ekklésia&#8221;</em> cretense a Tito, Paulo nada mais faz que reintroduzir ao seio cristão uma modalidade administrativa desde longa data, comum ao contexto semita. De sorte que, com o estabelecimento das sinagogas, o habitual <strong>&#8220;za·qen&#8221;,</strong> <strong>(ancião tribal ou civil)</strong> converte-se em ministro religioso, sendo assistido por um <strong>servidor (hb.: &#8220;eded&#8221;)</strong>.  Ainda no âmbito veterotestamentário (conforme já verificado por autores patrísticos), a mesma relação dual vem a repetir-se no chamado <strong>&#8220;Ministério Profético&#8221;</strong><em><strong>.</strong></em> Tornou-se, pois, familiar e corriqueiro a todo hebreu a expressão <strong>&#8220;O Profeta e seu moço&#8221; (servo)</strong><em><strong>, </strong></em> instaurando-se, desde então, uma sólida e recíproca <em>co-dependência</em> entre ambos. Já no séc.VII (E.C/d.C), as populações árabes, neo-convertidas ao Islã, reintegram o <strong>ancião (ar.: &#8220;xeque&#8221;)</strong> a sua condição de direito, sendo este, auxiliado por servos <strong>(ar: &#8220;abd&#8221;).</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong></strong> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Retornando aos alvores da <em>Dispensação Apostólica</em>, temos na pessoa dos <strong>ANCIÃOS</strong> cristãos os recipiendários do primitivo legado, aos quais confiara-se ainda  &#8211; <em>como incumbência inerente aos seus atributos -</em> o <strong>EPISCOPADO (gr.: superintendência, supervisão). </strong>Assim, enquanto superintendentes congregacionais<em> (gr.:επίσκοπος),</em> exerciam a continua supervisão eclesial, o que por analogia, remete-nos aos predicados do <em>&#8220;pastoreio&#8221;.</em> Conclui-se, pois, que as expressões <strong>ANCIÃO / EPÍSCOPO &#8211; BISPO / &#8220;PASTOR&#8221;,</strong> referem-se a uma só e mesma pessoa. Quanto à expressão <em>&#8220;PASTOR&#8221;,</em> cabe-nos uma relevante ressalva. O vocábulo assim traduzido <strong>(gr.: &#8220;poimein&#8221;),</strong> não faz referência a um <em>&#8220;pastor&#8221;</em> segundo a concepção atualmente aplicada (<em>distintivo ministerial e/ou título sacerdotal</em>). Atêm-se assim, ao seu componente <strong>denotativo ou alegórico</strong>. A propósito, as menções a Hebreus, 13:7 / 13:17, deliberada e irregularmente vertidas por <em>&#8220;vossos pastores&#8221; (gr.: &#8220;poimein&#8221;),</em> ilustram magistralmente o quadro. A expressão grega originalmente codificada <strong>&#8220;hegoumenois himón&#8221;,</strong> designa <em>governo e/ou vigilância</em>, ou seja, dirige-se aos oficiais locais, aludindo às funções ou atividades pelos mesmos exercidas, e não ao distintivo ministerial corrente e aceito <strong>(Ancião/Presbítero)</strong>&#8230; Para fins meramente ilustrativos, recorramos à figura de um professor. Este, não obstante, venha a ser habitualmente classificado como<em> &#8220;educador&#8221;</em> (<strong>função e/ou atribuição</strong>), nem por isso foi declarado (por ocasião de sua solene formatura) como &#8220;educador&#8221;. Ao invés disso, a distinção a ele legalmente outorgada foi <em>professor</em> (<em>título e/ou distintivo</em>). Semelhantemente, as primitivas <em>&#8220;ekklésias cristãs&#8221;</em> em momento algum (ao longo de todo o Período Apostólico)  elegeram ou ordenaram &#8220;PASTORES&#8221;, antes,  ANCIÃOS aos quais os afazeres correlatos ao <em>&#8220;apascentar&#8221;</em> foram regularmente conferidos (&#8220;Exortação aos Presbíteros Efésios”- Atos, 20:28 ). Faz-se mister, portanto, uma nítida distinção entre dois estados ou condições diametralmente opostos, a saber, <strong>FUNÇÃO ATRIBUTIVA</strong> e<strong> TITULAÇÃO DISTINTIVA</strong>. Quanto às <em>&#8220;atribuições&#8221;</em> elencadas em Efésios 4, 11 e, equivocadamente aplicadas como argumento refutativo &#8211; por não poucas vertentes cristãs &#8211; referem-se, ora a pessoa do Presbítero-Epíscopo, ora às diversas modalidades de <strong>&#8220;karismas&#8221;</strong> então &#8220;em voga&#8221;. Não se pode, portanto, afirmar &#8211; sob pena de &#8220;lesa-hermenêutica&#8221; &#8211; que a primitiva <em>&#8220;Ekklésia&#8221; Apostólica</em> tenha, sob quaisquer circunstâncias, designado <em>&#8220;apóstolos&#8221;, &#8220;profetas&#8221;, &#8220;evangelistas&#8221;, ”pastores” e &#8220;doutores&#8221; (&#8220;mestres&#8221;)</em> como <strong>classe ministerial distinta</strong> e, formalmente <strong>ordenada</strong>. Diga-se o mesmo de uma suposta <strong>&#8220;Classe de Cooperadores&#8221; (ou &#8220;Colaboradores&#8221;)</strong> . Por essa razão, a Congregação Cristã não ousa incorrer no crasso equívoco de ORDENAR (em caráter <em>&#8220;sacramental&#8221;</em>) aos seus <em>&#8220;cooperadores&#8221;,</em> mas tão-somente apresentá-los como tal. Visto que, se assim o fizesse, forçosamente teríamos que admitir a figura de <em>PRISCILA </em>como membro integrante no rol dos primitivos <em>&#8220;cooperadores&#8221;</em> cristãos (Romanos, 16:3)&#8230; mas essa, é uma temática à parte.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:242px;cursor:hand;height:320px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/apostolopedro.jpg?w=226" alt="" border="0" /><em></em></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><em>Pedro, &#8220;O Presbítero&#8221; (I Ped. V, I-IV) </em></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><em>e sua suposta crucificação sob o governo de Nero</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quanto à segunda Classe <em>(Diáconos &#8211; Servidores),</em> nada há a se esmiuçar visto tratar-se de algo patente a todo e qualquer <em>&#8220;doméstico&#8221;</em> à Fé Cristã, quer no âmbito protestante ou católico romano. Não raro, contudo, tende-se a polemitizar no tocante ao suposto <strong>&#8220;Diaconato Feminino&#8221;.</strong> Tal posicionamento lança mão da personagem neotestamentária Febe (Rom. 16:1), à qual se refere o <em>“koiné” (grego-arcaico)</em> utilizando-se de vocábulo similar àquele aplicado aos Diáconos <em>(gr: διάκονος).</em> Mediante tal fato, não poucos apologetas e hermeneutas patrísticos, avalizaram tal conjectura. Dentre eles, temos:</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><em>* Justino Mártir, Roma,110-165 d.C.<br />
</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><em>* Orígenes, Egito/Palestina, 185-254 d.C.<br />
</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><em>* Ambrosiastro, Roma, séc. IV.<br />
</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><em>* João de Antioquia, Constantinopla, 347-408 d.C.<br />
</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><em>* Theodoreto de Ciro, Ásia Menor, 423 d.C</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong><em><br />
</em></strong></span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não nos esqueçamos, entretanto, que Cencréia/Cêncris, consistia basicamente em um porto, cuja situação distava em torno de 12 kilômetros de Corinto&#8230; Possivelmente, tratava-se de uma extensão ou <em>&#8220;apêndice&#8221;</em> da primitiva <em>&#8220;Ekklésia&#8221;</em> coríntia, cujas peculiares necessidades conduziram o Apóstolo a uma medida um tanto heterodoxa, todavia, emergencial.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:232px;cursor:hand;height:320px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/estvo_1.jpg?w=217" alt="" border="0" /><em></em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Estevão, &#8220;O Proto-diácono&#8221;</em></span></div>
<div style="text-align:center;"> </div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(martírio)</em></span></div>
<div><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div> </div>
<div><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, considerando-se a ortodoxia predominantemente verificável entre as diversas vertentes cristãs (rejeição ao diaconato feminino), e a substancialidade dos argumentos contrapostos, pareceu adequado à Congregação Cristã contemporânea, estabelecer uma seleta <em>&#8220;classe&#8221;</em> de mulheres (preferencialmente idosas e/ou viúvas <em>-&#8221;inscritas&#8221;</em>), para o exercício das atividades caritativas e/ou beneficentes (<em>tradicionalmente associadas ao Diaconato, em sua finalidade primeira – “Servir as mesas”</em>). Tal é o procedimento em vigor, não agraciando-as, contudo, com o “grau” ou titulo de “diaconisas”. Estas coadjutoras diaconais <em>(“Irmãs da Piedade”)</em> atuam em estreita cooperação com o Corpo de Diáconos, estando-lhes, outrossim, sujeitas no tocante as deliberações e demais projetos inerentes às Obras Pias.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<p><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;"><strong>DOS CRITÉRIOS ELETIVOS</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Apresentam-se como critérios tradicionalmente acatados em sua canonicidade, àqueles enumerados nas Epístolas Paulinas endereçadas a <em>Timóteo </em>e<em> Tito</em>. Contudo, não se deve erroneamente pressupor que Paulo (entre suas sentenças seletivas), pré-estabeleça (em caráter doutrinário &#8211; <em>&#8220;conditio sine qua non&#8221;</em>) que o ministro cristão venha a contrair matrimônio prévio, para o regular exercício de suas funções. Neste particular, refere-se a matrimônio em caráter <em>NUMÉRICO</em> &#8211; opondo-se a poligamia própria do contexto sócio-cultural judaico e mesmo às lascivas práticas então comuns no <em>&#8220;ethos&#8221;</em> greco-romano. Mas, por outro lado, enaltece o matrimônio e a família como um pré-estágio para uma bem sucedida administração eclesial (I Tim. 3:5)&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda assim, e para uma mais detalhada apreciação, dissequemos o fragmento, elencando-o sob duas abordagens:</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Aspectos Negativos </strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">  </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong> </strong></em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não avarento [ aphilarguros ]</strong></em> &#8211; Que não ama a prata.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não bígamo ou polígamo [ mias gunaikos andres ]</strong></em> &#8211; Que seja homem de uma só mulher, com moral inquestionável e imune a suspeitas.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não cobiçoso [ aischrokerdes ]</strong></em> &#8211; Que não deseja lucro vergonhoso, mas prefere ter prejuízo.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não contencioso [ amachos ]</strong></em> &#8211; Que é avesso a contendas, pacífico.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não dado ao vinho [ paroinos ]</strong></em> &#8211; Que não se demora ao lado, na presença ou ambiente do vinho<strong>.</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não espancador [ plektes ]</strong></em> &#8211; Que não seja colérico, afeito a truculências.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não iracundo [ orgilos ]</strong></em> &#8211; Que não seja &#8220;inclinado&#8221; à ira, ou de temperamento implosivo.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não neófito [ aneophutos ]</strong></em> &#8211; Que não seja uma &#8220;folha nova&#8221;, produto de algo recentemente plantado ; inexperiente.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Não soberbo [ authades ]</strong></em> &#8211; Que não seja orgulhoso, arrogante, presunçoso&#8230;</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Aspectos Positivos    </strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong></strong> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong> </strong></em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Amigo do bem [ philagathos ]</strong></em> &#8211; Que ama o que é bom e benéfico (lit.).</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Apto para ensinar [ didaktikos ]</strong></em> &#8211; Capacitado à transmitissão do ensino.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Honesto [ kalos ]</strong></em> &#8211; Decente, decoroso, de bom comportamento.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Hospitaleiro [ philochenos ]</strong></em> &#8211; Que ama o estranho, o estrangeiro.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Justo [ dikaios ]</strong></em> &#8211; Correto, reto.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Moderado [ epieikes ]</strong></em> &#8211; Cordato, gentil, tolerante.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Santo [ hosios ]</strong> &#8211; Dedicado a Deus</em>.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Sóbrio [ sophron ]</strong></em> &#8211; Que tem auto-controle, que seja moderado.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Temperante [ enkrates ]</strong></em> &#8211; Com aptidão para frear seus desejos.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Vigilante [ nephalios ]</strong></em> &#8211; Homem de mente clara e ordenada/concisa.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Resta-nos assim, ponderar, e se necessário reaver determinados conceitos ou conclusões pré-concebidas, à luz de uma averiguação etimológica contextualmente consistente e precisa.</span> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>DA PROEMINÊNCIA ORGANIZACIONAL: MODELO PRESBITERAL OU EPISCOPAL?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Uma o</span><span style="color:#000000;">utra questão também correlata ao eixo temático &#8211; e responsável por diversas e convenientes lacunas &#8211; diz respeito a modalidade organizacional-administrativa vigente no dias primitivos. O governo eclesial caracterizava-se como sendo de ordem PRESBITERAL ou EPISCOPAL? Bem, segundo depreende-se dos textos neotestamentários (canônicos), a proeminência do Presbítero é legítima e intransferível, sendo sua condição inconteste, enquanto depositário da autoridade e legados apostólicos. Destaque-se, porém, que cada <em>&#8220;ekklésia&#8221; </em>ou<em> cidade</em> era assistida por um <strong>&#8220;Presbitério&#8221; ou Conselho de Anciãos</strong> (Atos 14:23 / Atos 20:17&#8230;) . Devido a tal constatação, afirmam alguns, que a Congregação Cristã hodierna apresenta uma estrutura organizacional parcialmente diversa daquela: conjectura-se, que nenhum presbítero viesse a dispor de irrestrita primazia sobre a <em>&#8220;ekklésia&#8221;</em> local, visto que suas prerrogativas ministeriais eram (em similares proporções) aplicáveis aos demais <em>co-presbíteros ou co-anciãos</em>. Conforme já exaustivamente exposto, exerciam, simultaneamente o <em>&#8220;episcopado&#8221;</em> (superintendência), visto ser esta, uma atividade inerente (<em>ou extensiva</em>) à sua função. Seria, portanto, o EPISCOPADO (<em>enquanto Classe ministerial autônoma e distinta do Presbiterado</em>) uma inovação ou <em>acréscimo pós-apostólico</em>, cujo oficial reconhecimento veio a prevalecer apenas em meados de 150 d.C.? Talvez, não&#8230; Basta, nos atermos a duas ou três clássicas citações para que se possa (com pequena margem de erro) pressupor a existência do modelo administrativo &#8220;episcopal&#8221; ainda em estado extra-oficial ou latente. Vejamos:</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina&#8230;&#8221;(I Tim. 5:17)</strong></em></span></div>
<p style="text-align:center;"> </p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, Paulo aí estabelece uma nítida distinção entre <em>presbíteros e presbíteros</em>&#8230; Determinados presbíteros (anciãos) deveriam ser duplamente dignificados em seus préstimos e particulares méritos para com a &#8220;<em>Ekklésia&#8221;. </em></span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><strong>&#8220;E ao anjo da igreja que está em &#8230; &#8220;(Apocalipse/Revelação)</strong></em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em> </em></span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em><strong></strong></em> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Se, acatada como alusiva aos ministros responsáveis pelas <em>&#8220;ekklésias&#8221;</em> mencionadas, a expressão <em>&#8220;anjo da igreja&#8221;</em> faz inconteste referência aos primitivos Anciãos, contudo, de maneira restrita a um dentre àqueles que compunham o <em>Presbitério local</em>. Deduz-se, portanto, que as primitivas comunidades apostólicas já atribuíam uma singular notoriedade a um dentre os seus Anciãos <em>&#8220;tutelares&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em><strong><em>&#8220;&#8230; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que PRESIDE, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.&#8221; (Romanos, 12:8)</em></strong></em></strong></span></div>
<div style="text-align:center;"> </div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></div>
<div style="text-align:center;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No fragmento anteriormente citado, podemos identificar sem quaisquer complicadores hermenêuticos a figura do Ancião <strong>&#8220;presidente&#8221;,</strong> ou seja, àquele ao qual coube a primazia dentre os demais membros do Presbitério local <strong>(&#8220;primus inter pares&#8221;)</strong><em><strong>.</strong></em> Aliás, a expressão grega aplicada ao contexto evoca a imagem de um <em>&#8220;líder&#8221;</em> ou, <em>&#8220;àquele que se encontra a dianteira de&#8221;</em>&#8230; Tais observações, entretanto, não devem (sob quaisquer alegações) ser utilizadas como um subterfúgio para o estabelecimento do Modelo Administrativo <strong>DIOCESANO</strong> (em detrimento da &#8220;ekklésia&#8221;<strong> LOCAL</strong>).</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Atendo-nos aos <em>Escritos Deuterocanônicos Neotestamentários (Apócrifos),</em> podemos citar <strong>Tertuliano</strong><em> (160-230 d.C.)</em>, um dos mais célebres apologetas patrísticos. Em sua Obra <strong>“Da Vida Comunitária dos Cristãos”</strong><em>,</em> refere-se aos membros do <em>Corpo Eclesial</em> nos seguintes termos:</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><strong><em><strong></strong></em></strong></em> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><strong><em><strong>“Os que PRESIDEM são Anciãos (Presbíteros) experimentados. Eles obtiveram esta honra não a peso do seu dinheiro, mas pelo testemunho da sua virtude”.</strong></em></strong></em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>***************************************</em></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><em> </em></strong>Vale ainda lembrar, que mesmo o <em>“Presbiterianismo Clássico”,</em> tende a categorizar seus presbíteros, estratificando em <em>DOCENTES (&#8220;Presbíteros-Pastores&#8221;) </em>e<em> REGENTES (“Presbíteros-Coadjuvantes”).</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por seu turno, a <em>“Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados”</em> &#8211; uma das mais tenazes defensoras da proeminência do modelo administrativo presbiteral &#8211; costuma atribuir a superintendência (episcopado) aos seus mais experimentados e sobressalentes Anciãos.</span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Desta feita, ao nos remetermos ao <em>governo eclesiástico</em> e suas modalidades, pode-se seguramente afirmar que um posicionamento inflexivelmente ortodoxo (PRESBITERATO versus EPISCOPADO), nos possa conduzir a uma postura beligerante e contextualmente equívoca.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"> </span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ekklesiachristiana.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=51&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Congregação Cristã e Patrimônio Material: templos ou casas de oração?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 14:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  I &#8211; Introdução:   Templos: Panorama Histórico    Em período consideravelmente anterior a primeiras edificações denominadas “templos” (lat.: “templum”), as populações pré-civilizadas já lançavam os rudimentos daquilo que viria a constituir seus futuros “locus sagrados”. Assim, utilizavam-se os ápices dos montes (“lugares altos”), determinadas árvores (em especial, o carvalho), o interior dos bosques e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=40&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>I &#8211; Introdução:</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Templos: Panorama Histórico</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em período consideravelmente anterior a primeiras edificações denominadas <em>“templos” (lat.: “templum”),</em> as populações pré-civilizadas já lançavam os rudimentos daquilo que viria a constituir seus futuros <em>“locus sagrados”.</em> Assim, utilizavam-se os ápices dos montes <em>(“lugares altos</em>”), determinadas árvores (em especial, o carvalho), o interior dos bosques e entranháveis florestas. Nestes, edificavam-se penhas (pedras-altares) e mais tardiamente os totens (bem como obeliscos &#8211; Egito).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:271px;cursor:hand;height:247px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/bosques2520e2520penhas5b15d.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Bosques  e  penhas</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/penhas2520cultuais5b15d.jpg?w=262&#038;h=265" alt="" width="262" height="265" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Pedras / penhas rituais </em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> <img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/el_cairo.jpg?w=259&#038;h=240" alt="" width="259" height="240" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> <em>Obelisco egípcio</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os templos, propriamente ditos, vieram e despontar em meio às construções residenciais comuns apenas na época em que, ao redor dos locais tradicionalmente destinados ao <em>“culto”,</em> elevaram-se muros (ou muralhas) como medidas cautelares. Contudo, permaneciam descobertos, a fim de que os <em>CÉUS</em> se tornassem plenamente visíveis a partir de seu interior. Tal regra tornou-se aplicável a praticamente todos os povos primitivos, visto considerarem os céus a habitação comum a todos os deuses. A propósito, as divindades primevas foram desde os mais remotos dias associadas aos astros, como se pode observar, sobretudo, entre os mesopotâmicos e balcânicos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os primeiros templos vieram a ser erigidos em território mesopotâmico <em>(“Terra entre rios&#8221;),</em> mais precisamente em meio aos os sumérios, por volta do IV milênio a.C., alcançando seu apogeu nos dias babilônicos. Os primitivos templos mesopotâmicos, à base de tijolos secos ao sol, eram em tudo simples: quatro paredes e, ao fundo o ídolo titular (<em>a céu aberto</em>). Os mais imponentes templos, todavia, foram edificados sob a administração Babilônica, em forma de zigurates (pirâmides terraplanadas). Entre os mais célebres, encontram-se <em>Marduk</em>, também denominado Esaguil <em>(&#8220;casa do teto alto&#8221;),</em> flanqueado, ao norte, pela torre em degraus, o zigurate. Este zigurate, chamado &#8220;Etemenanqui&#8221;, <em>(&#8220;templo dos fundamentos dos Céus e da Terra&#8221;),</em> alude a <em><strong>“Torre de Babel&#8221;,</strong></em> cuja base em quadrado, possuía 91 metros em ambos os planos (horizontal e vertical). A torre mencionada, alvo dos ataques comandados pelo monarca assírio Senaqueribe, foi posteriormente reconstruída por Nabopolassar e seu filho Nabucodonosor. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/zigurate5b15d.jpg?w=306&#038;h=167" alt="" width="306" height="167" border="0" /></span><br />
<span style="color:#000000;"><em>Zigurate Babilônico</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os gregos, por seu turno, esmeraram-se em suas edificações rituais, legando ao mundo ocidental, o <em>“cânon”</em> arquitetônico, predominantemente vigente até os presentes dias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:308px;cursor:hand;height:216px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/templo_artemis5b15d.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Templo de Diana/Ártemis</em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> (&#8220;dos efésios&#8221;)</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ressalte-se, todavia, que tanto uns como outros, limitam-se atualmente a algumas poucas ruínas&#8230; Seu esplendor e fausto reduziram-se a vagas lembranças, tal qual as divindades que outrora abrigaram&#8230;</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:290px;cursor:hand;height:345px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/ruinasdeartemis.jpg?w=200" alt="" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em>Templo grego/Ruínas</em></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:307px;cursor:hand;height:203px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/zigurate_borsipa.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em>Zigurate Babilônico/Ruínas</em></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>II – O Templo Veterotestamentário ou Templo de Salomão:</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:322px;cursor:hand;height:319px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/temple-jerusalem-2nd5b15d.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Templo de Salomão</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Muito embora <em>“IHVH”,</em> não tenha formalmente reclamado &#8211; como prioridade ou condição imposta &#8211; a edificação de uma <em>“casa”</em> para sua morada, aprouve a Davi, intentar tal projeto, julgando o Tabernáculo móvel, inadequado ante suas conquistas e poderio bélico.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Contudo, dadas as suas flagrantes iniqüidades, não lhe coube o mérito de lançar os bases da futura obra. Salomão, pois, levou a cabo o pretensioso empreendimento. Destaque-se, ainda, que muito do que fora aplicado à edificação do templo dispunha de procedência gentia ou pagã, podendo-se afirmar o mesmo, no tocante ao estilo arquitetônico e demais traços comuns à cultura babilônica. Bem, não obstante, <em>“IHVH”</em> tenha acatado tão majestosa oferenda, não muito tempo depois, passa a demonstar contínuo desapontamento, em face das inúmeras transgressões e generalizadas incontinências, doravante comuns à população judaica.</span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O primeiro templo é destruído (sob Nabucodonosor). Zorobabel o reedifica (sob Ciro)&#8230; Novamente sofre danos, e generalizada deterioração&#8230; Herodes I (da Judéia) o reconstrói&#8230; Finalmente, em 70 d.C. (segundo predito pelo Divino Mestre) é assolado por Tito, General Romano.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:286px;cursor:hand;height:223px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/800px-francesco_hayez_0175b15d.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Tomada de Jerusalém</em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(Destruição do templo por Tito, general romano)</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>III – Os primitivos cristãos e seus locais de “culto”</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sabe-se, segundo evidenciam os textos neotestamentários canônicos, que os primitivos adeptos cristãos, congregavam-se em locais diversos, não havendo (<em>segundo as circunstâncias predominantemente adversas</em>) um “lócus” especificamente determinado para este fim. De tal modo, que o <em>“cenáculo”</em> lhes serviu de provisório abrigo no interstício cruxificação-pentecostes. Também, afluíam às<em> casas </em>particulares e, não poucos ainda mantinham-se assíduos ao templo judeu (Atos 2:46/20:20). Aliás, por determinado período e, em distintas localidades, instaurou-se o modelo eclesial <em><strong>“comunal”</strong></em> <em><strong>(“tudo em comum”)</strong>,</em> ainda utilizado por alguns segmentos de menor realce no meio protestante, como as <em>“Colônias Huterianas”.</em> Na medida em que o Evangelho propagou-se rumo ao oeste do Império, <em>núcleos familiares</em> adquiriram com intensidade cada vez maior o “status” de <em><strong>“ekklésia” local</strong></em> (Romanos 16: 3-5 / Colossenses 4:15&#8230;). Destaque-se ainda, que durante as mais atrozes perseguições romanas, não poucas <em>“catacumbas”,</em> converteram-se em núcleos de refúgio e <em>“culto”. </em>Finalmente, com o advento da <em><strong>Grande Apostasia, </strong></em>ou<em><strong> “Igreja Constantiniana”</strong></em> (séc. IV), surgiram os chamados <strong><em>“templos cristãos”</em> </strong>ou,<em><strong> “igrejas auditório”</strong>&#8230;</em> Diga-se de passagem, que muitos desses <em>“templos”</em> utilizaram-se de edificações anteriormente dedicadas às divindades gentias (“pagãs”) ou, fizera-se uso de seus despojos (colunas, mármores, ídolos&#8230;)&#8230; Daí por diante, o Império supostamente <em>“cristão”,</em> passa a erigir ou <em>ADEQUAR </em>seus templos <em>(ou “igrejas”)</em> em larga escala. Um dos mais memoráveis em sua antiguidade e estrutura é o <em>“PANTEÃO de Agripa”,</em> originalmente dedicado à miscelânea de divindades gentias então catalogadas e, por determinação clerical convertido em <em>“templo cristão”&#8230;.</em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><img style="display:block;width:290px;cursor:hand;height:241px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/pantheon-rotonda_185b15d.jpg?w=300" alt="" border="0" /></em></span></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Panteão de Agripa</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>IV- A Congregação Cristã contemporânea e suas edificações</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A Congregação Cristã, desde seus primórdios, ateve-se a uma “modalidade doutrinário-organizacional” acentuadamente <em>anti-institucionalizada</em>, em conformidade com as diretrizes e norteadores comuns aos <em>Dias Apostólicos</em>. Por essa razão, Louis Francescon, <em>“O Ancião”,</em> sempre primou pela perpetuação de uma condição eclesial <em>não formalizada</em>, o que implica entre outras coisas, <em>na ausência de nomenclatura </em>e<em> “lócus”.</em> Entretanto, em razão de sua expansão numérica/geográfica, e em sujeição as determinações apostólicas acerca dos<em> deveres para com o Estado</em>, pareceu-lhe adequado restabelecer o original distintivo, universalmente aplicado à coletividade cristã desde os alvores de nossa Era, a saber: <em>“Congregação Cristã” (“Ekklésia Christiana”/ “Igreja Cristã”).</em> Além disso, e como conseqüência imediata, tornou-se premente a aquisição de locais e/ou instalações para a oficial realização de suas reuniões e afins.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, da rústica e inexpressiva <em>“sala de oração”</em> provisoriamente erguida no município de Santo Antônio da Platina (Paraná), abrigando aos neo-convertidos locais, deu-se início a uma nova e ininterrupta etapa, caracterizada pela edificação de <em>“Casas de Oração”,</em> devidamente adaptadas às peculiaridades doutrinário-eclesiológicas comuns ao segmento.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:322px;cursor:hand;height:224px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/santo_antonio_da_platina_pr_1_ccb_e_1_batizado.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Primeira &#8220;Sala de Oração&#8221;  improvisada</em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Santo Antônio da Platina /PR</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, partindo-se da premissa de que o <em>Novo Pacto</em> instaura um inédito estágio no âmbito soteriológico, presume-se que determinados <em>“modus operandi”</em> ainda atrelados ao Primeiro Concerto, venham a ser naturalmente suplantados&#8230; Tal se dá (entre outros) para com o conceito de <em>“Recinto Sagrado”&#8230;</em> O próprio <em>“IHVH”</em> (segundo as descrições supra-citadas / <em>“Templo Veterotestamentário ou Templo de Salomão”</em>) manifestou-se (direta e indiretamente) avesso ao ato de edificar-lhe <em>“casa ou morada”&#8230;</em> O simples fato, de haver consentido na quase extinção do derradeiro templo (sob o saque empreendido por Tito, o Romano), já expressa seu desalento&#8230; Ademais, emite parecer expressamente censurável em citações como:</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>“O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? </em><em>(Isaias 66:1)</em></strong></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong></strong> </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong></strong> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em><strong> </strong></em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E Paulo, ao deparar-se com os muitos santuários dispersos pela vastidão de Atenas, com veemência declara:</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em><em>“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens&#8230;” </em></em></strong></span><span style="color:#000000;"> <strong><em><em>(Atos 17:24)</em></em></strong></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></div>
<div><span style="color:#000000;"><em><strong> </strong></em></span></div>
<div><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;">De sorte, que a Congregação Cristã atual julgou escrituristicamente improcedente a edificação de <em>TEMPLOS</em>, segundo a<em> </em>acepção milenarmente conferida aos mesmos, isto é<em>,</em> <em>“Morada ou habitação da Divindade” (Gr.:”nauis”).</em> Desta feita, não lhe é próprio atribuir às suas edificações ou prédios a designação habitualmente usual nos círculos protestantes ou católicos romanos, a saber, <em>“templos”,</em> ou ainda <em>“igrejas”</em> (sendo esta última, etimologicamente equívoca – Ver artigo &#8220;<em>Etimologia -Ekklésia Christiana”).</em></span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pelas mesmas razões apresentadas, tende ainda a evitar a expressão <em><strong>“Casa de Deus”.</strong></em> Considerando-se, que a clássica citação contida em I Timóteo 3:15 acerca da<em> “Ekklésia”</em> como sendo a <em><strong>“Casa de Deus”</strong></em> remete-se (em sua precisa acepção etimológica) ao caráter figurado ou analógico, depreende-se que o vocábulo grego <em><strong>“oikos”</strong></em> refere-se não ao espaço físico, mas àquilo que se desenvolve <em>“em lar”.</em> Portanto, a tradução mais adequada ao contexto em pauta seria <em><strong>“família”</strong></em> e não propriamente <em><strong>“casa”.</strong></em> É desde longa data sabido, que a tradução efetuada por João Ferreira de Almeida deixa a desejar em inúmeros quesitos. Nesse particular, verte a idéia de <em>FAMÍLIA</em> por <em>CASA (espaço físico),</em> induzindo o leitor leigo a um relevante déficit interpretativo. Não raro, inúmeros preletores “teológicamente” renomados, incorrem em tal despautério, atribuindo a expressão à idéia subjacente a <em>“NAOS” (TEMPLO).</em> O fragmento, pois, alude a <em>“Ekklésia”,</em> Corpo Espiritual (ou “Místico”), no qual o Eterno subsiste na pessoa de seus membros (vide I Pedro, 2:5).</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Essa concepção sobremaneira espiritual tornou-se, o diferencial por excelência em toda a Dispensação Neotestamentária, contrapondo-a frontalmente a literalidade comum ao Antigo Pacto. De tal modo, que Paulo surpreendentemente eleva o cristão à condição de <em>“naos”:</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em><em>“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”  </em></em><em><em>(I</em></em></strong></span><strong><span style="color:#000000;"><em><em> Corintios 3:16).</em></em></span></strong></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em></em></strong> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aliás, nada mais faz que reiterar um parecer, subliminarmente emitido pelo Divino Mestre:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em><em>“Mas ele falava do templo do seu corpo”  </em></em></strong></span><strong><span style="color:#000000;"><em><em>(João 2:21)</em></em></span></strong></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E, respaldando a presente explanação, atenhamo-nos ao fato de que, em contrapartida à Jerusalém <em>terrestre</em>, a Jerusalém <em>Celestial</em> não comportará templo algum:</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>“Nela não vi templo&#8230;” </em></strong></span><span style="color:#000000;"><em> <strong>(Apocalipse 21:22)</strong></em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>V &#8211; Casas de Oração: Parâmetros e Configurações</strong></span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:326px;cursor:hand;height:281px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/bras10.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>Casa de Oração Central / São Paulo &#8211; Capital</em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(destaque para as galerias e tanque batismal ao fundo)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sob a designação oficialmente reconhecida de <em><strong>“Casas de Oração”,</strong></em> a Congregação Cristã têm se dedicado laboriosamente à edificação das mesmas, ao longo deste primeiro século de implantação em território brasileiro. Sua finalidade primeira consiste (conforme já demonstrado), não em abrigar a Divindade ou tê-la como <em>“residente”</em> no referido “lócus”. Aliás, não se acredita que o Ente Divino nela fixe morada, antes, manifeste-se por ocasião das convocações eclesiais (reuniões/ “cultos” e afins). Tem, pois, por escopo, acolher, acomodar e adequadamente distribuir sua “membresia”.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os ditames e parâmetros especificamente direcionados as suas construções primam pela sobriedade e harmonia de traços, pressupondo um espaço minimamente <em>“dispersivo”</em> (sob a óptica sensorial). Pretende-se assim, acautelar-se acerca dos <em>“ruídos visuais”,</em> via de regra, comuns aos estilos arquitetônicos ditos litúrgicos, tais como o barroco. Desta forma, tem-se um ambiente predominantemente “silente” e assaz favorável à <em>introspecção.</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Muito embora, precavida acerca dos excessos, a Congregação Cristã esmera-se em suas edificações, imprimindo-lhes uma sutil atmosfera de <em>“sereno vigor” </em>( Neste particular, o aparente antagonismo se faz necessário para fins descritivos&#8230;) Quanto às tonalidades cromáticas, predominam o branco, cinza, azul ou tons <em>“pastel”</em> em medidas sobrepostas&#8230; Mais um elemento a corroborar com o primordial propósito de se predispor os presentes à espiritual elevação e sintonia.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ao fundo, em negrito (e sob proporcional distribuição), visualiza-se o lema unanimemente reconhecido: <strong>“EM NOME DO SENHOR JESUS”</strong><em> (“E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o <strong>em nome do Senhor Jesus</strong>, dando por ele graças a Deus Pai” &#8211; Colossenses, 3:17 ).</em> Esta deliberação, deu-se via glossolalia e interpretação (&#8220;karismas&#8221;).</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quanto à configuração vigente, nada há de excepcional. Salvo raríssimas exceções (como a &#8220;Casa de Oração&#8221; Central / São Paulo &#8211; capital) o prédio constitui-se de:</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>I- Salão central ou nave (retangular ou quadrado)</strong></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">II -“ Átrio” ou “ * nartéx” da fachada</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">III &#8211; “ Átrio” ou “ * nartéx” laterais (variando entre dois e quatro)</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>IV &#8211; Sanitários</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>V &#8211; Zeladoria/Residência do Zelador local.</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></div>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;">Nas “Casas de Oração” “centrais” de cada localidade, costuma-se incluir a “Sala de Assembléias” (“Conselho”), Sala das Obras Pias (Diáconos), além dos tanques batismais e seus respectivos vestiários. Elementos outros, como cozinhas, alojamentos e enfermarias podem ser incluídos segundo as necessidades locais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>* “O termo arquitetônico nártex (do latim “narthex”, e origem grega “narthikas”, (νάρθηκας), refere-se, em sentido lato, à zona de entrada de uma edificação. Também outras designações podem surgir associadas a este termo, como átrio, vestíbulo, galilé&#8221; &#8230;</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/ideal5b15d.jpg?w=333&#038;h=259" alt="" width="333" height="259" border="0" /> </em></span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>“Casa de Oração” Padrão</em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>(átrio frontal longo &#8211; atualmente o mais habitual)</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Segundo dados atuais, a Congregação Cristã dispõe de cerca de 19.000 Casas de Oração, distribuídas por todo o território nacional, além de suas congêneres (ou co-irmãs) dispersas pelos cinco continentes. Segundo fontes diversas, calcula-se que a cada dois dias sejam oficialmente abertas três Casas de Oração em solo brasileiro.Além das Casas de Oração <em>&#8220;Padrão Universal&#8221;,</em> novas modalidades arquitetônicas encontram-se em estágio &#8220;probatório&#8221; ou de experimentação. A redobrada cautela em relação a tais construções, deve-se, não necessáriamente aos aspectos econômicos ou destes decorrentes, mas sobretudo ao fator <em><strong>IDENTIDADE</strong></em>. As Casas de Oração erigidas pela Congregação Cristã, tornaram-se uma espécie de reflexo da própria instituição, enunciando em sua configuração alguns dos predicados típicos ao segmento. Entre eles, a <em><strong>COESÃO </strong></em>e<strong> <em>UNIDADE</em></strong> grupal. Isto posto, preza-se sobremaneira pela manutenção e preservação de tais caracteres. A propósito, a <em>72ª Assembléia Geral</em>, realizada no ano de 2007, já pontuou tal questão, emitindo parecer deliberativo em caráter oficial <em>(&#8220;Construções Suntuosas e Extravagantes&#8221; /Tópico XV).</em></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:310px;cursor:hand;height:211px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/2183197910_6e9ac7b91f.jpg?w=300" alt="" border="0" /><em>Casa de Oração Central</em></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em>Curitiba</em></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em></em> </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;">Seja como for (e, tomando-se as precauções cabíveis) algumas capitais, já tem lançado os fundamentos de novos e arrojados projetos na área, como Curitiba, Campo Grande, Goiânia, entre outros&#8230; Mesmo cidades de menor porte, como Cascavel, no interior paranaense, tem investido em materiais e estilos até então inusitados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><img style="display:block;width:313px;cursor:hand;height:191px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/cc-cascavelii.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em>Audacioso e arrojado projeto </em></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#000000;"><em>(em conclusão)</em></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><span style="color:#000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;">Com relação ao projeto supra-citado (Cascavel, Estado do Paraná), é possivel visualizá-lo com maior precisão (via animação computadorizada) pelo link: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zQfI8QUuTKY"><span style="color:#000000;">http://www.youtube.com/watch?v=zQfI8QUuTKY</span></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ekklesiachristiana.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=40&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Etimologia greco-latina: &#8220;Ekklésia Christiana&#8221;</title>
		<link>http://ekklesiachristiana.wordpress.com/2009/10/20/etimologia-greco-latina-ekklesia-christiana/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 18:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ekklesiachristiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ Primitiva &#8220;ekklésia&#8221; em sua derradeira prece (arena romana)   Embora, tratando-se de algo absolutamente elementar a todo apologista/apologeta, um breve resgate etimológico, &#8220;via de regra&#8221;, elucida ou, lança maior visibilidade sobre determinado conceito ou expressão. No tocante ao vocábulo EKKLÉSIA (gr.: εκκλησία) deve-se colocar prioritariamente em relevo a idéia inerente ao signo. Assim, temos (sem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ekklesiachristiana.wordpress.com&amp;blog=10027356&amp;post=18&amp;subd=ekklesiachristiana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em><img class="size-full wp-image-17" title="CRISTO~1" src="http://ekklesiachristiana.files.wordpress.com/2009/10/cristo1.jpg?w=500" alt="CRISTO~1"   /></em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> Primitiva &#8220;ekklésia&#8221; em sua derradeira prece</span></p>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">(arena romana)</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Embora, tratando-se de algo absolutamente elementar a todo apologista/apologeta, um breve resgate etimológico, &#8220;via de regra&#8221;, elucida ou, lança maior visibilidade sobre determinado conceito ou expressão. No tocante ao vocábulo <strong>EKKLÉSIA (gr.: εκκλησία)</strong> deve-se colocar prioritariamente em relevo a idéia inerente ao signo. Assim, temos (sem maiores digressões &#8211; as quais nos poderiam conduzir a uma perda de foco) uma alusão derivativa da preposição <strong>&#8220;ek&#8221;,</strong> (que indica origem &#8211; o ponto de onde uma ação ou movimento procede), e <strong>&#8220;kaleo&#8221;,</strong> (chamado, convocado). &#8220;EKKLÉSIA&#8221; pode (com as devidas restrições) ser aplicada como correlata à SINAGOGA (heb.: sunagoge), salientando-se, todavia, que está última possui alcance menos abrangente. &#8220;Ekklesia&#8221; geralmente indica uma parcela de elementos &#8220;convocados&#8221; mais &#8220;seleta&#8221; que <em>&#8220;</em>sunagoge&#8221; (Thayer). A EKKLÉSIA grega apresenta-se, pois, como equivalente a <strong>QHAL </strong>(congregação)<strong><em> </em></strong>véterotestamentária ou judaica. Contudo, não se deve (sob pena de se incorrer em grosseiro equívoco) associar &#8220;EKKLÉSIA&#8221; à idéia subjacente a &#8220;hágios&#8221; (gr.: santo, &#8220;separado&#8221;) ou, por extensão ao seu equivalente hebráico &#8220;kadosh&#8221;<strong>.</strong> A esse respeito discorre Hort:</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>&#8220;Não há fundamento para a noção amplamente divulgada de que <strong>EKKLÉSIA ( εκκλησία )</strong> signifique um povo ou um número de indivíduos &#8220;chamados para fora&#8221; do mundo ou etnia humana &#8221; (F. J. A. Hort, Op. Cit.).</em></span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Há que se considerar ainda, que a <strong>&#8220;EKKLÉSIA&#8221;</strong> dos dias apostólicos aludia, sobretudo, a uma &#8220;convocação&#8221; de caráter civil ou laico, não estando necessariamente atrelada ao &#8220;Serviço Sagrado&#8221;. Portanto, ao recorrer ao vocábulo em questão, os autores neotestamentários o adequaram ao seu particular contexto, revestindo-o de uma significação até então inusitada .</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos assim, por uma exata correspondência (correlação)  entre idéias e  propósitos  a &#8220;CONGREGAÇÃO CRISTÃ&#8221;<em> </em>(&#8220;EKKLÉSIA CHRISTIANA&#8221;), em oposição ou paralelamente à &#8220;CONGREGAÇÃO JUDÁICA&#8221; (ou mosaica). Por &#8220;corruptela&#8221;, pareceu conveniente a determinados<em><strong> </strong></em>tradutores neotestamentários verter “EKKLÉSIA” por <strong>“IGREJA”.</strong> Tal expressão, entretanto, obscurece a real acepção da palavra, induzindo o leitor leigo a conjecturas nem sempre procedentes. Além disso, e por condicionamento cultural irregularmente conduzido, passou-se a “ressignificar” a terminologia, atribuindo-lhe a inapropriada idéia de <strong>local </strong>ou <strong>templo</strong> (conforme já averiguado e, devidamente pontuado <strong>William Tyndale</strong>, dentre diversos outros autores reformistas).</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
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